Polícia investiga morte de araras-canindé baleadas

Até o momento, a Secretaria de Meio Ambiente registrou cinco araras mortas a tiros. A suspeita das autoridades é que o barulho das aves esteja incomodando.


Por Rota Araguaia em 18/03/2025 às 13:29 hs

Polícia investiga morte de araras-canindé baleadas
Reprodução

Redação

A Polícia Civil de Goiás, em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente, está investigando a morte de araras-canindé encontradas baleadas no município de Rubiataba, região central do estado. Desde o fim do ano passado, ao menos cinco aves foram mortas a tiros, gerando revolta entre os moradores.

Investigação e perícia nas áreas afetadas

Equipes da polícia realizaram perícia nas palmeiras onde as aves fazem seus ninhos e já ouviram cerca de 15 testemunhas. As autoridades levantam informações sobre moradores da região que possuem porte ou posse de arma, já que a principal suspeita é de que os disparos tenham partido de alguém incomodado com o barulho das araras.

Em um dos casos, uma arara baleada foi encontrada escondida debaixo de um carro. A ave foi resgatada, passou por atendimento veterinário e encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do IBAMA, em Goiânia.

Indignação da população

Moradores lamentam o ocorrido e pedem justiça. A dona de casa Irma Jesus de Carneiro, em entrevista à TV Anhanguera, destacou a tristeza com a situação:

"Todo mundo gostava de ficar vendo as araras no fim da tarde. O ‘trem’ mais bonito do mundo são essas aves. Não sei como alguém tem coragem de fazer uma coisa dessas. Um absurdo", declarou.

O secretário de Meio Ambiente de Rubiataba, Alcides Braga, também se manifestou, reforçando que as araras fazem parte do patrimônio natural da cidade e do estado:

"Elas não fazem mal a ninguém. Deve ter alguém incomodado, mas isso não justifica tamanha crueldade", afirmou.

Crime ambiental e punições

O responsável pelos disparos, se identificado, poderá responder na Justiça pelo crime de maus-tratos a animais silvestres, previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). A pena pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa.

 

A Secretaria de Meio Ambiente reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima para ajudar nas investigações.



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