Casal é investigado por vender falsos consórcios e aplicar golpes em consumidores

Polícia Civil cumpriu mandados e investiga esquema que prometia cartas de crédito contempladas para atrair vítimas


Por Rota Araguaia em 24/07/2026 às 14:26 hs

Casal é investigado por vender falsos consórcios e aplicar golpes em consumidores
Foto: Reprodução

Redação

 

Um casal é investigado pela Polícia Civil por suspeita de aplicar golpes contra consumidores por meio da venda de contratos de consórcio inexistentes em Cuiabá. Nesta sexta-feira (24), a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) cumpriu quatro ordens judiciais contra os investigados.

Segundo as investigações, os suspeitos anunciavam nas redes sociais supostas cartas de crédito contempladas, prometendo a liberação do valor poucos dias após o pagamento de uma entrada.

De acordo com a Polícia Civil, após a transferência do dinheiro, os consumidores não recebiam o crédito prometido. Em alguns casos, foi constatado que sequer existia contrato junto à administradora de consórcios de uma montadora de veículos, indicando que as ofertas eram falsas.

As investigações apontam ainda que o casal utilizava o mesmo esquema para atrair diferentes vítimas, sempre exigindo pagamentos antecipados com a promessa de acesso rápido ao crédito. Outros boletins de ocorrência com características semelhantes também foram identificados pela polícia, reforçando a suspeita de que a fraude era praticada de forma recorrente.

Durante a operação, os policiais realizaram buscas na residência dos investigados e cumpriram medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre elas estão a proibição de atuar, direta ou indiretamente, na comercialização de contratos de consórcio, a proibição de deixar a comarca sem autorização judicial e o uso de tornozeleira eletrônica por um dos suspeitos.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e verificar se há mais pessoas envolvidas no esquema.

Caso sejam condenados, os investigados poderão responder por estelionato qualificado por meio eletrônico, crime cuja pena pode chegar a oito anos de prisão, além de multa.

 

A Decon orienta que pessoas que tenham passado por situação semelhante procurem a delegacia para registrar boletim de ocorrência e apresentar documentos que possam auxiliar nas investigações.



Deixe seu Comentário


 topo

Seja visto por centenas de pessoas diariamente

Cadastre-se agora mesmo em nosso guia comercial, conheça agora mesmo nossos planos !