Operação mira quadrilha suspeita de aplicar golpe da falsa plataforma de investimentos e movimentar R$ 118 milhões

Polícia Civil cumpre 18 mandados em Pernambuco contra organização investigada por fraudes eletrônicas


Por Rota Araguaia em 23/07/2026 às 09:54 hs

Operação mira quadrilha suspeita de aplicar golpe da falsa plataforma de investimentos e movimentar R$ 118 milhões
Foto: Divulgação/Polícia Civil

Redação

 

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Dark Wallet para desarticular uma organização criminosa suspeita de aplicar o golpe da falsa plataforma de investimentos. Segundo as investigações, o esquema teria movimentado mais de R$ 118 milhões.

Com apoio da Polícia Civil de Pernambuco e cooperação técnica do Laboratório de Operações Cibernéticas, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em cidades pernambucanas, além do sequestro de bens dos investigados.

Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pelas autoridades e, por isso, suas defesas não foram localizadas para comentar o caso.

Investigação começou após denúncia de vítima

De acordo com a Polícia Civil, as investigações tiveram início após uma vítima relatar que foi convencida a investir dinheiro em supostas plataformas internacionais de investimentos.

Segundo os investigadores, os criminosos simulavam altos rendimentos financeiros e realizavam pequenos pagamentos iniciais para conquistar a confiança da vítima. Com isso, induziam novos aportes financeiros, aumentando gradativamente os prejuízos.

"Durante meses, os criminosos simulavam lucros, efetuavam pequenos pagamentos para transmitir credibilidade ao esquema e induziam a vítima a realizar novos investimentos", informou a Polícia Civil.

Organização criminosa tinha estrutura definida

As investigações apontam que a quadrilha possuía uma estrutura organizada, com integrantes responsáveis por diferentes funções dentro do esquema fraudulento.

Na primeira fase da operação, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão, prisões temporárias e determinou a quebra de sigilos bancários. A análise do material obtido permitiu aprofundar as investigações e identificar a atuação de uma organização criminosa estruturada.

Com base nas novas provas, a Justiça autorizou:

  • Novas prisões cautelares;
  • Mandados de busca e apreensão;
  • Sequestro de bens;
  • Afastamento de sigilos telemáticos;
  • Acesso aos dispositivos eletrônicos apreendidos.

Até o momento, a Polícia Civil confirmou o cumprimento dos 18 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de bens dos investigados em Pernambuco.

 

As investigações continuam para identificar outros envolvidos, localizar novas vítimas e apurar a dimensão do prejuízo causado pelo esquema criminoso.



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