Duas tartarugas são encontradas mortas às margens de lago e caso mobiliza autoridades ambientais

Animais foram localizados por moradores no Lago Diacuí e apresentavam ferimentos causados durante a remoção, segundo especialistas ambientais


Por Rota Araguaia em 09/07/2026 às 15:30 hs

Duas tartarugas são encontradas mortas às margens de lago e caso mobiliza autoridades ambientais
Foto: Reprodução

Redação

 

Duas tartarugas foram encontradas mortas às margens do Lago Diacuí, em Jataí, no sudoeste de Goiás, causando preocupação entre moradores que frequentam a orla do local. O caso mobilizou o Corpo de Bombeiros após populares avistarem os animais e suspeitarem que um deles ainda estivesse vivo.

Nas imagens registradas no local, uma das tartarugas aparece com fios amarrados ao corpo, enquanto a outra foi encontrada dentro de um saco. A situação gerou questionamentos sobre uma possível ocorrência de maus-tratos.

Após avaliação técnica realizada pela gerente de Bem-Estar Animal, Aline Rodrigues, e pelo gerente de Gestão Ambiental e Pesquisa, Lucas França Carvalho, a hipótese de maus-tratos foi descartada.

Segundo os especialistas, os animais eram dois cágados, espécie popularmente conhecida como tartaruga, e já estavam mortos há pelo menos dois dias quando foram encontrados.

De acordo com Aline Rodrigues, os ferimentos observados no corpo dos animais teriam sido provocados durante a remoção de um deles do lago. Um ambulante que encontrou as tartarugas utilizou um fio para arrastar a fêmea, que pesava aproximadamente 28 quilos, até a margem.

“Não teve pancada nem maus-tratos a elas. Os ferimentos encontrados foram devido ao arrasto para remoção do animal maior, no caso a fêmea. Como ela era muito grande, a única solução encontrada foi amarrar com o fio que estava na foto e arrastar para fora”, explicou.

Ainda segundo a gerente, os dois animais morreram com cerca de duas horas de diferença. A principal suspeita é que a causa tenha sido uma intoxicação alimentar natural provocada pela ingestão de vegetação inadequada para a espécie.

“A suspeita é que a causa da morte tenha sido intoxicação alimentar natural por planta, visto que a vegetação do local não é a adequada para a espécie”, informou.

Os especialistas também apontaram que os animais não são nativos da região e podem ter sido introduzidos no lago por moradores há vários anos.

O ambulante que encontrou os cágados retirou os corpos da água por volta das 16h de terça-feira (7), mas não comunicou imediatamente a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o que contribuiu para a repercussão do caso.

Sobre os cágados

De acordo com o Instituto Butantan, os cágados representam o grupo com maior número de espécies de quelônios no Brasil. São animais semiaquáticos que vivem principalmente em rios, lagos e áreas alagadas, sendo excelentes nadadores.

A espécie pode viver entre 30 e 40 anos e costuma sair no final da tarde para se alimentar de peixes, moluscos, crustáceos, insetos e vegetação aquática.

As autoridades ambientais reforçam a importância de que casos envolvendo animais silvestres sejam comunicados aos órgãos competentes para que a remoção e a investigação das causas sejam realizadas de forma adequada.



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