Operação investiga vazamento de informações sigilosas sobre ações policiais

Polícia apura compartilhamento de imagens e dados de operações que podem ter beneficiado investigados ligados ao crime organizado


Por Rota Araguaia em 07/07/2026 às 11:57 hs

Operação investiga vazamento de informações sigilosas sobre ações policiais
Foto: Reprodução

Redação

 

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (7), a Operação Backchannel para investigar o vazamento de informações sigilosas relacionadas a ações policiais realizadas em um condomínio residencial de Cuiabá. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão com o objetivo de identificar os responsáveis por acessar, registrar e divulgar informações que poderiam comprometer o andamento das investigações.

Segundo as apurações, menos de 24 horas após o cumprimento de uma busca sigilosa no condomínio, pessoas ligadas aos investigados já teriam sido informadas sobre a presença da equipe policial no local. A suspeita é de que informações estratégicas tenham sido compartilhadas indevidamente, permitindo a antecipação de medidas por parte dos alvos das investigações.

A Polícia Civil informou ainda que uma imagem de um policial civil, captada pelo sistema interno de videomonitoramento do residencial, foi divulgada em grupos de WhatsApp. O compartilhamento do material é considerado um dos elementos que reforçam a suspeita de vazamento de informações protegidas.

As investigações apontam que os dados teriam sido repassados por funcionários e intermediários até chegarem a familiares de pessoas investigadas por suposta participação em uma organização criminosa.

Outro fato que chamou a atenção dos investigadores ocorreu dias depois, durante uma nova operação policial. Na ocasião, diversos alvos não foram localizados nos endereços monitorados, o que levantou a suspeita de que informações sobre as diligências teriam sido antecipadas aos investigados, dificultando o cumprimento das ordens judiciais.

A Operação Backchannel é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, em Cuiabá.

A Polícia Civil segue analisando materiais apreendidos durante a operação para identificar todos os envolvidos no suposto esquema de vazamento e apurar a extensão dos prejuízos causados às investigações.



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