Redação
A Prefeitura de Campinápolis demitiu o servidor público municipal Wanderson Ferreira de Oliveira após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apontou o uso de um diploma de mestrado falso para obtenção de benefícios na carreira pública. O ato de demissão foi assinado pelo prefeito Jeovan Faria (Republicanos) e publicado com data de 18 de junho deste ano.
Desde janeiro de 2026, Wanderson ocupava o cargo de coordenador de Informática e Tecnologia da Informação na Secretaria Municipal de Educação. No entanto, a investigação administrativa concluiu que o diploma de mestrado apresentado pelo servidor não possuía autenticidade.
De acordo com os autos do processo, a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) informou oficialmente que o servidor nunca integrou seus quadros acadêmicos. A instituição também declarou que as assinaturas presentes no diploma apresentado eram falsas.
Segundo a apuração, o documento foi utilizado para obtenção de pontuação no Concurso Público Municipal nº 001/2018 e posteriormente para requerer progressão funcional, garantindo vantagens e benefícios na carreira.
Durante o PAD, o servidor admitiu ter utilizado o diploma, mas alegou acreditar que o documento era legítimo. A comissão responsável, entretanto, destacou que ele não apresentou qualquer comprovação de participação em curso de mestrado, como matrícula, histórico escolar, defesa de dissertação ou outros documentos que comprovassem a formação acadêmica alegada.
Com base nas provas reunidas, a comissão concluiu pela existência de infrações disciplinares graves e recomendou a demissão do servidor, além da anulação de todos os atos administrativos que tiveram como fundamento o diploma considerado falso.
Ao acolher o relatório final, o prefeito Jeovan Faria destacou que as provas documentais reunidas no processo foram suficientes para comprovar a irregularidade.
“Após análise integral dos autos, verifico que o relatório final encontra-se devidamente fundamentado, em consonância com as provas produzidas e com os princípios constitucionais da legalidade, moralidade, impessoalidade e eficiência administrativa”, afirma trecho da decisão.
O documento também ressalta que as alegações apresentadas pela defesa não foram capazes de afastar as evidências reunidas, especialmente diante da manifestação oficial da universidade, que negou qualquer vínculo acadêmico com o servidor e confirmou a falsidade das assinaturas constantes no diploma.
Além da demissão imediata, a Prefeitura determinou a abertura de procedimento para apurar os valores eventualmente recebidos em decorrência da progressão funcional obtida com base no documento irregular.
A decisão ainda anula os atos administrativos fundamentados no diploma inautêntico e determina o encaminhamento de cópia integral do processo ao Ministério Público de Mato Grosso, que poderá avaliar a adoção de medidas nas esferas cível e criminal.
Conforme a legislação municipal, o ex-servidor também ficará impedido de retornar ao serviço público de Campinápolis.
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