Homem é encontrado morto em clínica terapêutica e caso passa de suspeita de suicídio para homicídio




Homem é encontrado morto em clínica terapêutica e caso passa de suspeita de suicídio para homicídio

Investigação apontou que funcionário teria alterado cena para simular enforcamento após morte de paciente durante contenção


Por Rota Araguaia em 01/06/2026 às 10:06 hs

Homem é encontrado morto em clínica terapêutica e caso passa de suspeita de suicídio para homicídio
Reprodução

Redação

 

Alessandro Sidinei Braga, de 38 anos, foi encontrado morto na manhã deste domingo (31) em uma clínica terapêutica localizada no bairro Jardim Primavera, em Cuiabá. Inicialmente tratado como um possível caso de suicídio, o fato passou a ser investigado como homicídio após a Polícia Militar e a perícia identificarem inconsistências na cena da morte. Um suspeito foi preso.

De acordo com informações da Polícia Militar, a equipe foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) por volta das 7h58 para atender a ocorrência no Centro Terapêutico Pró Vida, instituição que atende dependentes químicos e pessoas diagnosticadas com esquizofrenia e que abriga cerca de 42 internos.

Segundo relatos colhidos no local, Alessandro realizava tratamento para controle da esquizofrenia. No sábado (30), ele teria apresentado um surto psicótico, situação que exigiu intervenção da equipe da unidade para contê-lo e administrar medicamentos controlados.

Testemunhas informaram que, durante a contenção, as mãos do paciente chegaram a ser amarradas e só foram liberadas após ele apresentar comportamento considerado estável.

Os responsáveis pela clínica relataram que, na manhã de domingo, outros internos perceberam que Alessandro estava sem sinais vitais. Conforme a versão inicialmente apresentada, a vítima teria sido encontrada em um quarto com uma corda enrolada no pescoço, levantando a suspeita de suicídio.

No entanto, durante os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), foram identificadas divergências entre os vestígios encontrados e as informações repassadas pelos responsáveis pela instituição.

Com o avanço das investigações, a polícia concluiu que um ex-interno da clínica, que atualmente trabalhava no local, participou da contenção da vítima. Durante a ação, Alessandro acabou morrendo.

Segundo a investigação preliminar, não há indícios de que o suspeito tenha agido com a intenção de matar. Entretanto, temendo ser responsabilizado pela morte, ele teria alterado a cena para simular um suicídio por enforcamento.

A suposta fraude foi descoberta durante a análise pericial, o que levou à mudança da linha investigativa e à prisão do envolvido.

O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil, que deverá esclarecer as circunstâncias da morte e eventual responsabilização criminal dos envolvidos.



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