Governo amplia unidades de conservação e reforça proteção do Pantanal em MT

Medida anunciada por Luiz Inácio Lula da Silva garante mais de 104 mil hectares de área preservada nos municípios de Poconé e Cáceres


Por Rota Araguaia em 24/03/2026 às 10:14 hs

Governo amplia unidades de conservação e reforça proteção do Pantanal em MT
Reprodução

Redação

O governo federal oficializou a ampliação de duas importantes Unidades de Conservação (UCs) em Mato Grosso, localizadas nos municípios de Poconé e Cáceres. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a COP15, realizada em Campo Grande (MS), e garante um acréscimo de 104,2 mil hectares de proteção ao bioma Pantanal no estado.

As medidas têm como foco a preservação do chamado “pulso de inundação”, fenômeno natural essencial para a manutenção da fauna e flora pantaneira. A gestão das áreas permanece sob responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Estação Ecológica do Taiamã

A Estação Ecológica do Taiamã, criada em 1981, teve sua área ampliada de 11,5 mil para 68,5 mil hectares. Localizada a cerca de 220 km de Cuiabá, a unidade é uma ilha fluvial delimitada pelo Rio Paraguai e composta por ambientes inundáveis, como lagoas permanentes e temporárias.

A região abriga uma rica biodiversidade, incluindo diversas espécies de peixes, aves e vegetação nativa. Em 2021, pesquisadores identificaram uma população de onças-pintadas com comportamento incomum, que se alimentam de peixes e jacarés.

Especialistas apontam que a ampliação era necessária para garantir a proteção adequada da fauna. Segundo pesquisadores, a medida contribui para a manutenção da viabilidade genética das espécies e preservação de berçários naturais de peixes, além de favorecer o sequestro de carbono, a regulação climática e a qualidade da água.

Parque Nacional do Pantanal Matogrossense

Já o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense teve sua área expandida de 135,9 mil para 183,1 mil hectares. Criado também em 1981, o parque é considerado uma das áreas mais importantes do Pantanal, com extensas zonas de inundação que podem permanecer alagadas por até oito meses ao ano.

A unidade abriga diversas espécies ameaçadas de extinção, como o gato-maracajá, tamanduá-bandeira, onça-pintada, tatu-canastra, ariranha e cervo-do-pantanal.

Além disso, o parque possui conexão ecológica com a Área Natural de Manejo Integrado San Matias, localizada na Bolívia, o que amplia a importância da conservação transfronteiriça.

 

A ampliação das duas unidades reforça as estratégias de preservação do Pantanal, considerado um dos biomas mais ricos e sensíveis do planeta, e busca garantir a manutenção dos ecossistemas e da biodiversidade da região.



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