Denúncia de vereador aponta suposta cobrança de alimentação a pacientes em hemodiálise; secretário nega

Parlamentar questiona também a demora em atendimentos e aciona Ministério Público; pasta afirma que requerimentos foram respondidos, com exceção de dois


Por Rota Araguaia em 24/02/2026 às 10:33 hs

Denúncia de vereador aponta suposta cobrança de alimentação a pacientes em hemodiálise; secretário nega
Reprodução

Da Redação
Semana7

O vereador Sérgio Reis (PP), de Água Boa-MT, anunciou na última sexta-feira (20) que acionou o Ministério Público Estadual (MPE) após, segundo ele, não obter respostas da Secretaria Municipal de Saúde a uma série de requerimentos encaminhados à pasta. Ao todo, sete documentos foram enviados ao secretário Eberson Mateus solicitando esclarecimentos sobre a eficiência do atendimento prestado à população.

 

Entre os pontos levantados pelo parlamentar está a denúncia de que pacientes que realizam hemodiálise em Barra do Garças teriam sido proibidos de transportar marmitas durante o deslocamento em ambulância pública. Sérgio também afirmou que um servidor estaria cobrando o valor de R$ 21,00 referente à alimentação das pessoas em tratamento fora do município.

 

Nas redes sociais, o vereador declarou que, diante da ausência de respostas formais por parte da administração municipal, decidiu recorrer ao MPE para apurar os fatos. Ao portal Semana7, o parlamentar encaminhou quatro ofícios nos quais solicita informações sobre a demora no atendimento de pacientes que aguardam consulta com neurologista, exame com mastologista e realização de colonoscopia, além do caso envolvendo a suposta cobrança relacionada à alimentação.

 

Em entrevista, o secretário de Saúde, Eberson Mateus, negou a existência de qualquer cobrança direta aos pacientes. Segundo ele, o valor de R$ 21,00 citado refere-se ao pagamento feito pela própria Secretaria aos fornecedores responsáveis pelas refeições.

 

“A gente fornece o café da manhã e o almoço. Os R$ 21 são o valor que a Secretaria paga pela alimentação dos usuários, aos 10 pacientes”, explicou.

 

Quanto à demora na realização dos procedimentos, Mateus afirmou que os casos mencionados são classificados como eletivos, ou seja, não possuem caráter de urgência. De acordo com ele, há um médico responsável por avaliar cada situação e definir a prioridade dos atendimentos, evitando deslocamentos desnecessários até Cuiabá. O secretário ressaltou que, caso haja agravamento no quadro clínico, o paciente pode ser reclassificado como prioritário.

 

Por fim, Eberson Mateus declarou que sempre que foi convocado pela Câmara Municipal compareceu para prestar esclarecimentos, sendo os requerimentos devidamente respondidos, com a exceção de dois que ainda serão retornados ao vereador e classificou as acusações como “inverdades”. Ele destacou que se trata de uma denúncia grave e que não deve ser atribuída à Secretaria sem a devida apuração.



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