Profissionais de Enfermagem de Barra do Garças (a 509 km de Cuiabá) protestaram na avenida Ministro João Alberto nesta quarta-feira (7), em meio ao tradicional desfile cívico-militar na cidade, contra a suspensão da lei que criou o piso salarial da categoria após decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em vídeos gravados durante a mobilização de ontem, é possível observar o grupo vestido com roupas pretas e jalecos aos gritos de guerra como “Enfermagem, na rua, Barroso a culpa é sua!”. Faixas com os dizeres “Não queremos subsistir: queremos existir!” e “A Enfermagem precisa de dignidade” também foram utilizadas pelos manifestantes.
Os profissionais também ressaltaram que o ato não se trata de uma manifestação contra a prefeitura do município e sim uma luta por direitos e pela saúde em Barra do Garças e região. Eles criticaram ainda a discrepância salarial da categoria no Brasil e diversos tipos de agressões sofridas diariamente no trabalho.
Atos contra a decisão de Barroso ocorreram por todo o país durante o feriado de 7 de Setembro, inclusive na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, durante o desfile cívico-militar que contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Suspensão
No último domingo (4), o ministro do STF suspendeu a lei que garantia a aplicação do piso salarial dos profissionais da Enfermagem e deu 60 dias para que Governo Federal, Estados, Distrito Federal e entidades do setor prestem informações sobre impacto financeiro, riscos de demissões e possível redução na qualidade do serviço prestado.
A decisão do magistrado é liminar e foi tomada no último domingo (4) após uma ação movida pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde).
A lei do piso salarial da enfermagem entrou em vigor no dia 5 de agosto estabelecendo uma remuneração mínima de R$ 4.750 para enfermeiros dos setores público e privado, valor que serve de referência para o cálculo do mínimo salarial de técnicos de enfermagem (70%), auxiliares de enfermagem (50%) e parteiras (50%).
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