Redação
Uma força-tarefa formada pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária realizou, nesta terça-feira (21), uma operação de fiscalização em comércios de Água Boa e cidades vizinhas, após denúncias de que moradores passaram mal após consumir bebidas alcoólicas suspeitas. Uma das vítimas está internada em Goiânia (GO) com suspeita de intoxicação por metanol.
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) informou que o paciente recebeu atendimento inicial no município e, após pedir alta, foi levado pela família para a capital goiana, onde segue em tratamento.
“A SES realiza o monitoramento do caso e as ações necessárias para a investigação. No momento, a Secretaria aguarda o resultado dos exames laboratoriais”, destacou o órgão, alertando que pessoas que apresentarem sintomas como tontura, dor de cabeça, náusea ou alterações visuais após ingerir bebida de origem duvidosa devem procurar uma unidade de saúde imediatamente.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou após a Vigilância Sanitária relatar que, entre os dias 11 e 14 de outubro, várias pessoas apresentaram reações adversas após ingerirem bebidas comercializadas na cidade. Durante as diligências, os agentes localizaram o estabelecimento onde uma das bebidas suspeitas teria sido comprada.
Na segunda-feira (20), um frasco do produto foi apreendido. No dia seguinte, durante a operação conjunta com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), foram encontradas diversas garrafas com indícios de falsificação, recolhidas para análise laboratorial.
O delegado Bruno Gomes Borges, responsável pelo caso, explicou que as amostras foram enviadas à Politec, em Cuiabá, e o resultado deve ser divulgado em até uma semana.
“Ainda não há confirmação da presença de metanol, mas estamos tratando o caso com prioridade devido à gravidade dos sintomas relatados”, afirmou.
O gerente do comércio onde a bebida foi apreendida foi conduzido à delegacia para prestar depoimento. Produtos semelhantes também foram encontrados em outras cidades da região, ampliando o escopo da investigação.
A Polícia Civil segue ouvindo vítimas, analisando prontuários médicos e aguardando o laudo pericial para confirmar a origem e a composição das bebidas suspeitas.
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