Clínica de emagrecimento é interditada por uso de medicamentos corrompidos; especialistas alertam sobre riscos e falha na fiscalização

Polícia Civil e Vigilância Sanitária apreenderam mounjaro, testosterona e semaglutida sem origem comprovada e armazenados de forma inadequada


Por Rota Araguaia em 15/10/2025 às 10:35 hs

Clínica de emagrecimento é interditada por uso de medicamentos corrompidos; especialistas alertam sobre riscos e falha na fiscalização
Foto Ilustrativa

Redação

Uma clínica de emagrecimento localizada no Plano Piloto, em Brasília, foi interditada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em ação conjunta com a Vigilância Sanitária (VISA-DF), após denúncia de que o local mantinha e aplicava em clientes medicamentos corrompidos e sem procedência. A operação foi conduzida pela Divisão de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM/CORF) na terça-feira (14).

Durante a inspeção, os agentes constataram que a clínica não possuía licenças sanitárias obrigatórias para funcionar e armazenava substâncias como tizarpatida, semaglutida e testosterona — comumente usadas em tratamentos de emagrecimento e reposição hormonal — sem comprovação de origem e em condições inadequadas.

O responsável pelo estabelecimento não compareceu ao local durante a operação e também não apresentou qualquer documento que comprovasse prescrição médica ou regularidade dos produtos. Diante das irregularidades, a Vigilância Sanitária determinou a interdição imediata da clínica e apreendeu todos os medicamentos.

Caso as ilegalidades sejam confirmadas, o proprietário poderá responder com base no artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação, corrupção ou adulteração de produtos de uso terapêutico ou medicinal. A pena prevista é de 10 a 15 anos de prisão, além de multa.

Risco à saúde e falta de fiscalização

O caso levanta novamente a discussão sobre a responsabilidade de pessoas não habilitadas que realizam procedimentos médicos e aplicam substâncias controladas sem a devida formação ou supervisão. Especialistas alertam que o uso indevido de medicamentos como os encontrados pode provocar efeitos colaterais graves, incluindo insuficiência renal, distúrbios hormonais e até risco de morte.

Além da imprudência de quem oferece esse tipo de tratamento, o episódio também expõe falhas na fiscalização de clínicas estéticas e de emagrecimento, um setor que cresce rapidamente em todo o país. Cabe à Vigilância Sanitária e aos conselhos profissionais de medicina e farmácia garantir que apenas locais devidamente credenciados e com profissionais qualificados possam realizar esse tipo de procedimento.

 

Enquanto a busca por resultados rápidos atrai cada vez mais pessoas, especialistas reforçam: emagrecimento seguro e saudável deve sempre ter acompanhamento médico e nutricional, com medicamentos prescritos por profissionais habilitados e produtos de origem comprovada.



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