Redação
Uma perícia realizada pelo Corpo de Bombeiros concluiu nesta quarta-feira (24) que o incêndio que atingiu o Parque Estadual Serra Azul, em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, teve origem criminosa.
De acordo com o laudo, o fogo começou a partir do uso inadequado de uma fogueira em um acampamento próximo ao parque. No ponto de origem, foram encontrados indícios de atividade humana recente, como cinzas, galhos e troncos parcialmente queimados dispostos em formato de fogueira.
A investigação levou em conta dados geoespaciais dos focos de calor, padrões de queima da vegetação, evidências físicas no solo e depoimentos de moradores da região, que reforçaram as conclusões dos peritos.
Diante da gravidade, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) manteve a visitação ao parque suspensa.
No dia 8 de setembro, a Prefeitura de Barra do Garças decretou estado de emergência por 180 dias devido aos incêndios. A medida abriu caminho para compra de equipamentos, contratação de profissionais e reforço nas ações de combate.
Durante o período, uma família de quatis foi flagrada fugindo das chamas e um homem chegou a ser preso, suspeito de caçar animais e tentar provocar incêndios na região.
Após duas semanas de combate intenso, que contou com duas aeronaves, brigadistas e equipes em solo, as chamas foram controladas. A chuva dos últimos dias também ajudou no processo.
Além da devastação, o episódio ganhou contornos curiosos: moradores se surpreenderam com a descoberta de um buraco misterioso de 20 metros de profundidade no parque, encontrado durante as operações contra o fogo, reforçando o misticismo que envolve a região.
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