Mato Grosso lidera ranking de queimadas em 2022

O volume de chuvas acima do esperado no mês de agosto não conseguiu frear de maneira ampla o avanço do fogo no estado.


Por Rota Araguaia em 01/09/2022 às 22:31 hs

Mato Grosso lidera ranking de queimadas em 2022
Mayke Toscano/Secom-MTqueimadas mt.jpg

Safira Campos

Da Redação/ Pnb Online

 

Conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nenhum estado brasileiro sofreu tanto com focos de queimada quanto Mato Grosso nos oito primeiros meses deste ano. Até o dia 31 de agosto, o estado registrou 16.458 focos, o que representa 19,5% de todo o quantitativo do país. Parte do fogo tem ocorrido em parques e terras indígenas.

O volume de chuvas acima do esperado no mês de agosto não conseguiu frear de maneira ampla o avanço do fogo. No comparativo entre o mês de julho, quando houve o registro de 1919 focos, com o mês seguinte, que registrou 7699, o aumento foi de mais de 300%. No oitavo mês do ano, os números só foram maiores nos estados do Pará e Amazonas, que sofrem com as queimadas na Floresta Amazônica.

Por aqui, também foi a Amazônia o bioma mais atingido durante agosto, concentrando 77% dos focos, em seguida aparece o Cerrado, com 22,3%, e o Pantanal, com 0,3%. Neste período, os municípios mato-grossenses com mais registros foram Colniza (1361 focos), Aripuanã (528 focos), Apiacás (417 focos) e União do Sul (408 focos).

De acordo com os satélites do Inpe, entre janeiro e agosto de 2022, Mato Grosso já registrou 18% a mais de focos que no mesmo período de 2021. Parte desses focos têm atingido Terras Indígenas (TIs) e partes nacionais e estaduais de preservação da natureza. Os mais atingidos neste momento são a TI Parabubure, TI Paresi e o Parque Indígena no Xingu.

Uma análise do Instituto Centro de Vida (ICV), elaborada com base em dados da plataforma Global Fire Emission Database (GFED/NASA), aponta também a situação de risco vivenciada na Estação Ecológica do Rio Roosevelt, em que 1 mil hectares foram queimados. Já nas unidades de conservação de uso sustentável, a mais atingida foi a Reserva Extrativista Guariba/Roosevelt, com 5,1 mil.



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