Delegado e esposa são denunciados por esquema que desviou R$ 2,2 milhões da Educação em Goiás

MP aponta que casal liderava esquema que desviou mais de R$ 2,2 milhões da Educação em Goiás, além de outros crimes


Por Rota Araguaia em 02/09/2025 às 09:11 hs

Delegado e esposa são denunciados por esquema que desviou R$ 2,2 milhões da Educação em Goiás
Divulgação MPGO

Redaçao

O delegado Dannilo Ribeiro Proto e a esposa, Karen de Souza Santos Proto, ex-coordenadora regional de Educação de Rio Verde, foram denunciados pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) por envolvimento em um esquema criminoso que teria desviado mais de R$ 2,2 milhões de recursos destinados a escolas estaduais.

As acusações incluem organização criminosa, peculato, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. O caso faz parte da Operação Regra Três, deflagrada em 21 de agosto pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Sul).

Segundo o MP, o casal usava cargos estratégicos no poder público para manipular licitações e beneficiar o Instituto Delta Proto (IDP), do qual são sócios. Desde 2020, a entidade teria recebido ao menos 40 contratos sem licitação, envolvendo reformas de escolas, impressão de material didático e até a realização de concurso público da Câmara Municipal de Rio Verde.

Ainda conforme as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada para emitir notas falsas e movimentar os valores desviados, caracterizando esquema de lavagem de dinheiro.

Dannilo está preso preventivamente desde a operação, enquanto Karen deixou o cargo na Secretaria Estadual de Educação no início do ano. Outros servidores e empresários também foram denunciados, mas os nomes não foram divulgados.

O Ministério Público apresentou duas denúncias distintas, devido à complexidade do caso e ao número de crimes apurados. Uma delas inclui organização criminosa, falsidade ideológica, ameaça, prevaricação e violação de sigilo funcional. A outra trata de peculato, falsificação de documentos, contratação ilegal e lavagem de dinheiro.

 

Os crimes relacionados ao concurso público da Câmara de Rio Verde devem ser denunciados em ação penal separada, segundo o MP.



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