Escola onde aluna foi torturada por colegas será transformada em unidade cívico-militar em Alto Araguaia

Decisão foi tomada após a polícia descobrir que as agressoras, com idades entre 11 e 14 anos, mantinham um grupo na escola "inspirado em facções criminosas".


Por Rota Araguaia em 06/08/2025 às 16:05 hs

Escola onde aluna foi torturada por colegas será transformada em unidade cívico-militar em Alto Araguaia
Reprodução

Redação

A Escola Estadual Carlos Hugueney, em Alto Araguaia, a 415 km de Cuiabá, será transformada em uma unidade cívico-militar. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (6) pelo secretário de Estado de Educação, Alan Resende Porto, após o caso de agressão e tortura envolvendo uma aluna de 12 anos.

Segundo o secretário, o processo de recrutamento dos militares da reserva que atuarão na unidade já foi iniciado. A medida foi tomada após a Polícia Civil revelar que as agressoras, com idades entre 11 e 14 anos, integravam um grupo dentro da escola com referências a facções criminosas, conforme informou o delegado Marcos Paulo Batista de Oliveira.

O modelo cívico-militar já é adotado em outras unidades do estado com a proposta de reduzir a evasão escolar, combater a violência e melhorar o desempenho dos alunos. Nesse formato, a gestão pedagógica permanece sob responsabilidade de professores da rede estadual, enquanto a disciplina e a administração ficam a cargo de militares.

Ainda na quarta-feira, a Justiça determinou a internação provisória de três das adolescentes envolvidas, em uma unidade do sistema socioeducativo em Cuiabá. Uma quarta aluna, de 11 anos, não pode ser internada devido à idade, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Durante os depoimentos, as suspeitas confessaram ter agredido outras quatro estudantes em situações semelhantes. Vídeos das agressões foram encontrados nos celulares apreendidos das adolescentes. A investigação também apontou que algumas das envolvidas têm histórico familiar ligado ao crime organizado. Uma delas já havia sido conduzida à delegacia por estar na companhia de membros de uma facção, incluindo um suspeito com drogas.

A Polícia Civil informou que deve recomendar a internação das adolescentes ao Ministério Público.

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação informou que está acompanhando o caso e que equipes da escola e da Diretoria Regional de Educação foram mobilizadas para oferecer apoio psicológico à vítima, aos envolvidos e às suas famílias. O estado de saúde da estudante agredida não foi divulgado.

 

A pasta também afirmou que pretende aplicar punições exemplares dentro dos limites legais, mas não detalhou quais medidas serão adotadas.



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