Redação
A Polícia Civil deflagrou nesta sexta-feira (1º) a segunda fase da Operação Athena, que apura um esquema criminoso envolvendo contratos fraudulentos na Secretaria de Saúde de Cuiabá, entre os anos de 2022 e 2024. Três ex-funcionários da Empresa Cuiabana de Saúde Pública e duas empresas — NS Picinatto e Lume Divinum — estão entre os alvos da ação.
A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de aproximadamente R$ 4 milhões em bens, sequestro de imóveis e veículos. Os mandados foram executados em endereços ligados a pessoas físicas e jurídicas identificadas na primeira fase da operação, realizada em setembro do ano passado.
Segundo a Polícia Civil, o ex-diretor administrativo financeiro da empresa pública e outros dois ex-servidores são apontados como integrantes do núcleo que facilitava as contratações ilegais.
Uma das empresas investigadas, a NS Picinatto, foi criada após o início das investigações e tem como sócia a esposa do proprietário da Lume Divinum, já citada anteriormente como beneficiária de contratos suspeitos com a Empresa Cuiabana de Saúde.
A Justiça determinou medidas cautelares contra os investigados, que estão proibidos de manter contato entre si, acessar órgãos da saúde municipal e sair da comarca sem autorização judicial. Eles também deverão entregar seus passaportes.
Em nota, a Prefeitura de Cuiabá informou que nenhuma unidade de saúde ou servidor da atual gestão foi alvo da operação, e reiterou compromisso com a legalidade e a transparência.
Na primeira fase da operação, cinco servidores foram afastados e cerca de R$ 3,9 milhões em bens foram bloqueados. Entre os investigados à época estava o então diretor da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Giovani Koch, afastado do cargo.
A Justiça também determinou a suspensão de novos contratos da empresa Lume Divinum com entes públicos, bem como proibiu contratações diretas para serviços de CFTV, controle de acesso e locação de impressoras pela administração municipal, sem processo licitatório.
As investigações continuam.
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