Crime bárbaro no RJ tem ligação com adolescente de Água Boa (MT)

Delegado Carlos Guimarães revelou alguns detalhes sobre o crime que chocou o Brasil


Por Rota Araguaia em 23/07/2025 às 16:14 hs

Crime bárbaro no RJ tem ligação com adolescente de Água Boa (MT)
Reprodução

Redação

O delegado Carlos Augusto Guimarães, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, revelou que os adolescentes de 14 e 15 anos envolvidos no assassinato de três membros da mesma família em Itaperuna (RJ) cogitaram a prática de canibalismo para ocultar os corpos. A jovem, namorada do autor dos disparos, é moradora de Água Boa, no Mato Grosso.

A declaração foi feita durante entrevista ao jornalista Beto Ribeiro. Segundo o delegado, mensagens trocadas pelo casal mostram conversas com teor perturbador. “Não sei se iriam fazer isso realmente, mas tem conversas ali que falam sobre comer corpos. Isso não foi levado adiante”, disse.

O crime ocorreu na madrugada do dia 21 de junho. As vítimas — Antônio Carlos Teixeira, de 45 anos, sua esposa Inaila Teixeira, de 37, e o filho caçula, de apenas 3 anos — foram mortos a tiros na cabeça enquanto dormiam no mesmo quarto. O revólver calibre 38 usado no crime era registrado no nome do pai, que era CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), e estava escondido sob o colchão.

A motivação, de acordo com a investigação, foi a proibição dos pais ao namoro virtual do filho com a adolescente de Água Boa. O casal se conheceu jogando online aos 8 e 9 anos de idade e mantinham o relacionamento à distância. Nas mensagens, segundo o delegado, a adolescente incentivava o crime e pressionava o namorado a agir.

“Ela dizia que queria um homem de verdade, não um menino. Exercia um domínio psicológico sobre ele. O plano incluía até a morte da própria mãe dela, aqui no Mato Grosso”, relatou Carlos Augusto.

O adolescente foi apreendido em 24 de junho após sua avó materna registrar o desaparecimento da família. Ele inicialmente afirmou que os pais haviam levado o irmão ao hospital após engolir cacos de vidro, mas a mentira caiu por terra quando os policiais encontraram os corpos em uma cisterna na casa e sentiram o cheiro de decomposição.

O comportamento do jovem também chamou atenção dos investigadores. De acordo com o delegado, o menor demonstrou frieza e afirmou que “faria tudo novamente”. Ele só mencionou algum afeto por um tio e pela namorada, ignorando completamente os familiares assassinados.

A adolescente, por sua vez, foi ouvida pela polícia de Água Boa segurando um urso de pelúcia, o que levantou suspeitas. “Isso é uma técnica usada para parecer inocente. É uma forma de transmitir uma imagem infantilizada e inofensiva”, explicou o delegado.

 

Os dois seguem apreendidos e o caso segue sendo investigado pelas autoridades do Rio de Janeiro e do Mato Grosso, que apuram a participação e o grau de responsabilidade da adolescente no crime.



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