Advogado performa capoeira e recita poesia durante julgamento em Goiânia



Por Rota Araguaia em 16/07/2025 às 16:02 hs

Advogado performa capoeira e recita poesia durante julgamento em Goiânia
Foto: Divulgação/TJGO

Redação

Um advogado chamou atenção nas redes sociais após protagonizar uma cena inusitada durante uma audiência no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Jales Java dos Santos Lacerda Caliman, que também é capoeirista, recitou poesia e executou movimentos da capoeira durante o julgamento de um processo no qual ele próprio é réu. O vídeo da apresentação viralizou na internet.

A audiência aconteceu na última terça-feira (15), em Goiânia. No início da sessão, Caliman recitou versos e, em seguida, levantou-se para fazer a tradicional “ginga” da capoeira, chegando a simular alguns golpes. “A gente leva rasteira, tem delas que vêm para matar, mas quando a rasteira não mata, aproveite para se levantar”, disse o advogado, usando a arte como metáfora de resistência.

Segundo Caliman, a manifestação teve o objetivo de chamar atenção para o que considera "violações flagrantes de direitos" e perseguições institucionais.

Posicionamentos oficiais

A presidência da 2ª Câmara Criminal do TJGO afirmou, por meio de nota, que respeita o direito à livre manifestação e que a performance do advogado não foi considerada ofensiva ao Poder Judiciário. “Seu processo foi julgado normalmente e ele teve todos os direitos respeitados e garantidos”, diz o comunicado.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também se manifestou em defesa do ato. “A manifestação garante a plena atuação da advocacia durante o julgamento, efetiva a defesa dos cidadãos representados por seus advogados e estimula o debate entre os julgadores”, informou a entidade.

Entenda o caso

O advogado responde a um processo criminal por se recusar a usar máscara durante a pandemia de Covid-19, em 2021, dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Ceres (GO). Ele também é acusado de ameaça, desobediência, desacato a funcionário público, porte de drogas para uso pessoal, entre outros crimes.

Durante o julgamento, Caliman atuou como seu próprio defensor e solicitou a exclusão da ação penal, alegando ilegalidade na prisão em flagrante e ausência de representante da OAB no momento da detenção. No entanto, o pedido de habeas corpus foi negado.

 

“O processo em questão envolve fatos extremamente graves, nos quais tenho sofrido perseguições institucionais e ameaças de morte ligadas a interesses políticos e econômicos locais... Mesmo diante disso, não abro mão da luta por justiça”, declarou o advogado.



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