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O governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que não conhece o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pede a condenação do ex-presidente da República Jair Bolsonaro e mais sete réus por participação na suposta trama golpista para impedir a posse de Lula (PT) em 2023. No entanto, refuta a tese de tentativa de golpe de Estado e cobra punição ao MST por invasões de propriedade privada.
No parecer, Paulo Gonet diz que Bolsonaro deve ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de liderar organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para vítima e deterioração de patrimônio tombado. A pena pode chegar a 43 anos de prisão.
“Quem sou eu para julgar antecipadamente um julgamento? Eu particularmente vejo com uma certa cautela, eu não conheço o processo, não conheço os elementos dos autos, mas como cidadão, olhando distante, eu não vi golpe, eu não vi um tiro sendo dado, eu não vi nada disso acontecendo. Eu via velhinhos e crianças chorando na porta de quartel com a bandeira brasileira, cantando o hino nacional. Isso não é golpe, isso é manifesta”, declarou Mauro Mendes, na noite dessa terça-feira (15).
Defensor da anistia, Mauro Mendes também questionou a dosimetria das penas impostas pelo STF aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, enquanto cidadão são condenados a 15 anos de prisão por vandalismo, o MST segue promovendo invasões impunemente.
“O 8 de janeiro já condenei várias vezes, sou contra invasão, invadiram, erraram, depredaram, têm que ser responsabilizados, têm que ser criminalizados, agora não para 15 anos de prisão. Tem gente que mata um cidadão, pega 6 anos, 8 anos de cadeia, o cara vai lá, pinta uma estátua, invade, vai pegar 15 anos. Tem alguém do MST preso nesse Brasil ? Que invadiu? Quantas propriedades foram invadidas pelo MST, que invadiu o Congresso, que não é mais importante que o lar, ou a fazenda, ou a chácara de ninguém. Então, se invadiram, tinham que estar preso também e não está. Existem dois pesos, duas medidas e isso tem que ser dito”, completou o governador.
Além disso, Mauro Mendes ressaltou que respeita as autoridades. Mesmo assim, avalia que o Brasil vive uma “confusão jurídica” que está sendo danosa para a nação e precisa ser corrigida para evitar consequências no futuro.