Goiás inicia uso de mosquitos com bactéria Wolbachia no combate à dengue, zika e chikungunya

De acordo com a Wolbito do Brasil, a bactéria faz com que os os mosquitos se tornem incapazes de transmitir o vírus. Segundo a assessoria de Luziânia, a precisão é que a soltura aconteça na primeira quinzena de agosto.


Por Rota Araguaia em 15/07/2025 às 11:27 hs

Goiás inicia uso de mosquitos com bactéria Wolbachia no combate à dengue, zika e chikungunya
Foto: Wolbito

Redação

O Governo de Goiás vai implantar uma nova estratégia de combate às arboviroses nos municípios de Valparaíso de Goiás e Luziânia: o Método Wolbachia. A iniciativa, que será adotada no segundo semestre deste ano, consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, capaz de bloquear a transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

Conhecidos como “Wolbitos”, esses mosquitos se reproduzem naturalmente e transmitem a bactéria a seus descendentes. Com o tempo, a população local de Aedes aegypti passa a carregar a Wolbachia, o que reduz significativamente a propagação dessas doenças.

A nova medida será adotada como reforço às ações já realizadas pelos municípios. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), Goiás registrou 123.218 notificações de dengue em 2025, com 72.331 casos confirmados e 53 mortes. Apesar de representar uma queda de 69% em relação ao mesmo período de 2024, o estado segue em alerta.

A subsecretária de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, lembra que os cuidados devem continuar. “É importante reforçar que o mosquito com Wolbachia é igual ao outro, visualmente. Por isso, é essencial manter os esforços para eliminar criadouros”, afirmou.

A tecnologia é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e já foi aplicada com sucesso em outros países e cidades brasileiras, como Niterói (RJ), onde houve redução de até 70% nos casos de dengue.

O projeto é conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde, e executado pela empresa Wolbito do Brasil, responsável pela maior biofábrica de mosquitos com Wolbachia no mundo.

Segundo Gabriel Sylvestre, gerente de implementação da Wolbito, os efeitos da estratégia começam a ser sentidos já na estação seguinte à implantação, embora a análise completa do impacto leve cerca de dois anos.

 

O Método Wolbachia é considerado seguro e natural, sem alterações genéticas e sem riscos à saúde humana ou ao meio ambiente. A bactéria já está presente em cerca de 60% dos insetos do planeta e, quando introduzida no Aedes aegypti, impede o desenvolvimento dos vírus em seu organismo.



Deixe seu Comentário


 topo

Seja visto por centenas de pessoas diariamente

Cadastre-se agora mesmo em nosso guia comercial, conheça agora mesmo nossos planos !