Redação
Nove garimpeiros da região de Poconé, a 104 km de Cuiabá, foram multados em R$ 20 milhões pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por utilizarem mercúrio de forma irregular na extração de ouro.
As autuações ocorreram durante a Operação Almadén, deflagrada no início de junho, que tem como foco a fiscalização de garimpos e mineradoras em Mato Grosso. Ao todo, foram lavradas 14 multas contra empresas que, mesmo possuindo licença ambiental, operavam fora das normas legais ao fazer uso da substância.
Segundo o Ibama, o uso de mercúrio no país só é permitido por meio de importação ou reciclagem, já que o Brasil não produz nem beneficia esse tipo de material. Através do sistema de rastreamento, os fiscais identificaram atividades suspeitas nos municípios de Poconé e Sinop.
O mercúrio é amplamente utilizado no garimpo por sua eficácia na separação do ouro. No entanto, seu uso inadequado causa sérios impactos ambientais e à saúde. Durante o processo, o produto libera vapores tóxicos na atmosfera, contamina o solo, os rios e os peixes, afetando comunidades ribeirinhas e indígenas que dependem da pesca.
Nos seres humanos, o mercúrio pode se acumular no cérebro, provocando problemas neurológicos graves.
O Ibama reforça que continuará intensificando a fiscalização em áreas de garimpo, com foco na preservação ambiental e na proteção das populações vulneráveis expostas a esse tipo de contaminação.
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