Redação
Mato Grosso registrou 36 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apenas no mês de maio, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). O dado mais preocupante: 88% das vítimas não haviam tomado a vacina contra a gripe.
A maioria dos óbitos foi entre idosos com mais de 61 anos. Do total, sete tinham entre 76 e 80 anos e outros sete estavam acima dos 80 anos. O padrão segue a tendência nacional da influenza A, que apresenta maior letalidade entre a população idosa, de acordo com o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs).
A vacina, disponível gratuitamente desde abril nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), protege contra três tipos de vírus: H1N1, H3N2 (ambos da influenza A) e um tipo da influenza B. Apesar disso, a cobertura vacinal em Mato Grosso segue abaixo do ideal: apenas 28% do público-alvo foi vacinado até agora. Em Cuiabá, a taxa é ainda menor — apenas 21,37%.
Os números preocupam também pela alta no número de casos. Entre 1º de janeiro e 25 de maio deste ano, foram registrados 793 casos de SRAG em Cuiabá — um aumento de mais de 500% em comparação com o mesmo período de 2023.
Em Várzea Grande, seis pessoas morreram por complicações da gripe no período, todas idosas e com comorbidades. A cidade tem uma das coberturas vacinais mais baixas do estado, com apenas 16,89%.
A SES reforça que a vacinação é essencial, especialmente para grupos de risco como idosos, gestantes, crianças, puérperas, povos indígenas, pessoas com deficiência e trabalhadores da saúde.
Especialistas apontam que a combinação entre baixa cobertura vacinal, mudanças climáticas e possível mutação do vírus pode estar por trás do aumento nos casos e na gravidade da doença. A recomendação é clara: quem faz parte do grupo prioritário deve se vacinar o quanto antes para evitar complicações e mortes evitáveis.
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