Jovem luta pela vida após parada cardíaca: família enfrenta batalha judicial por atendimento domiciliar em Goiânia

Segundo a mãe dela, Adriana Medeiros, a jovem ficou com sequelas permanentes. A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) disse ao g1 que está ciente e vai adotar as providências.


Por Rota Araguaia em 24/05/2025 às 12:30 hs

Jovem luta pela vida após parada cardíaca: família enfrenta batalha judicial por atendimento domiciliar em Goiânia
Reprodução

Redação

Após sofrer uma parada cardíaca, a jovem Thaís Medeiros, de Goiânia (GO), enfrenta graves sequelas e uma rotina de cuidados intensivos. Segundo o médico responsável, o quadro foi causado por um período de falta de oxigenação no cérebro:

“O que ela teve foi um período que o cérebro não recebeu a oxigenação devida, porque o coração não estava bombeando sangue para o corpo. E isso gera uma lesão irreversível, com um potencial de gravidade muito grande”, explicou.

Thaís, que é mãe de uma menina, começou a apresentar problemas de saúde após a gravidez da filha. Segundo a mãe, Adriana Medeiros, ela desenvolveu bronquite e asma, e já havia enfrentado crises alérgicas graves. Pouco antes do acidente, chegou a ficar cinco dias internada por conta de uma bactéria no pulmão.

Em 2023, Thaís passou por mais de 260 dias de internação, incluindo um episódio em que precisou ser reanimada após uma crise de broncoespasmo. Para a família, o fato de Thaís ter tido apenas três internações em 2024 já é considerado uma vitória.

A jovem depende de alimentação especial, fisioterapia, fonoaudiologia, medicamentos e fraldas descartáveis. Os custos mensais com o tratamento chegam a R$ 16 mil. Adriana deixou o trabalho para se dedicar integralmente aos cuidados da filha e conta com doações para manter a rotina de tratamentos.

Com a ajuda recebida nos últimos dois anos, a família conseguiu comprar uma casa adaptada. Antes, Thaís morava em um apartamento sem elevador e precisava ser carregada pelas escadas para consultas e exames.

Disputa judicial

A luta da família também é travada nos tribunais. A Justiça determinou que a Prefeitura de Goiânia restabelecesse o atendimento de home care à jovem até 30 de dezembro de 2024. No entanto, a gestão municipal recorreu da decisão, alegando que Thaís não se enquadra nos critérios do serviço custeado pela prefeitura, destinado a pacientes que dependem de respirador.

Adriana afirma que o home care é essencial para a qualidade de vida da filha e segue aguardando a manifestação da prefeitura.

“É um direito da Thaís. Ela precisa de cuidados específicos, e o atendimento domiciliar é essencial para que ela tenha mais dignidade”, afirma.

Esperança e planos para o futuro

Apesar das dificuldades, Adriana mantém a esperança e sonha com novos projetos para 2025. A cabeleireira planeja montar um salão de beleza em casa, no Setor Morada do Sol, em Goiânia.

 

“Sei que minha filha não será mais a mesma, mas continuo acreditando que podemos viver da melhor forma possível. Quero voltar a trabalhar e seguir cuidando dela com o amor e a dedicação que ela merece”, diz Adriana.



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