Corpo é retirado de velório após erro em protocolo de liberação

Luiz Carlos Izabel, de 43 anos, morreu em acidente de trabalho e só foi sepultado um dia depois; família relata constrangimento e dor


Por Rota Araguaia em 22/05/2025 às 15:21 hs

Corpo é retirado de velório após erro em protocolo de liberação
Ronaldo Alves Senes/Blog do Berimbau

Redação

O velório de Luiz Carlos Izabel, de 43 anos, precisou ser interrompido no domingo (18) em Borrazópolis, no norte do Paraná, após uma falha no procedimento de liberação do corpo. A família teve que cancelar a cerimônia e retornar para casa. O sepultamento só ocorreu no dia seguinte, após a Polícia Científica liberar o corpo.

Segundo a esposa da vítima, Thais Fernanda, Luiz era caminhoneiro, mas também realizava serviços de construção civil para complementar a renda. No domingo, ele morreu ao ser atingido por uma laje enquanto trabalhava em uma obra.

“Foi constrangedor. Tava ali todo mundo. A irmã dele veio do estado de Goiás pra poder ver ele”, relatou a viúva.

De acordo com Thais, Luiz morreu no Hospital Municipal de Borrazópolis. Ela contou que foi informada por um médico que o corpo já estava liberado para o funeral, o que a levou a escolher o caixão e iniciar o velório ainda no mesmo dia. Porém, por volta das 22h, a cerimônia foi interrompida: o corpo precisaria passar pela perícia da Polícia Científica de Ivaiporã, por se tratar de um acidente de trabalho.

A Polícia Científica informou que foi acionada às 19h31 para recolher o cadáver no hospital, mas, ao chegar no local, às 20h35, o corpo já havia sido retirado. A Funerária Nossa Senhora de Lourdes, responsável pelo recolhimento, afirmou que seguiu os protocolos após ser acionada pelo hospital. "Não cabe a nós observarmos se algum protocolo deixou de ser cumprido em relação aos meios judiciais", justificou em nota.

A Polícia Militar também foi questionada e informou que não foi acionada pelo hospital, o que é procedimento padrão para registro de ocorrência nesses casos.

O corpo de Luiz foi então encaminhado à Polícia Científica e, somente na segunda-feira (19), foi liberado para o sepultamento.

Além da esposa, Luiz Carlos deixa uma filha de apenas três anos. “Deus achou que a missão dele aqui acabou, e achou por bem levar ele. [...] Bom pai, bom marido. Só vivia trabalhando”, lamentou Thais.

 

A reportagem tentou contato com a Prefeitura de Borrazópolis, responsável pelo hospital, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.



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