Especialistas discutem impactos dos atropelamentos na fauna durante evento na Assembleia Legislativa de MT

A médica veterinária Tatiana Soares, do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), apontou a conscientização, a educação e a responsabilização como pilares para enfrentar o problema


Por Rota Araguaia em 18/05/2025 às 16:11 hs

Especialistas discutem impactos dos atropelamentos na fauna durante evento na Assembleia Legislativa de MT
Reprodução

Redação

Um encontro promovido na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta semana reuniu especialistas, representantes de órgãos públicos e entidades de proteção animal para debater os impactos dos acidentes de trânsito na fauna silvestre e doméstica. A iniciativa faz parte da Campanha Maio Amarelo, que neste ano tem como foco a responsabilidade de todos na segurança viária.

Durante a reunião do Grupo de Trabalho (GT) para proteção dos animais, foi apresentado um dado alarmante do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE-UFLA): cerca de 450 milhões de animais são atropelados por ano nas rodovias brasileiras — o equivalente a um atropelamento por segundo. O presidente do GT, Nilson Portela Ferreira, alertou para o risco iminente de extinção de diversas espécies.

A médica veterinária Tatiana Soares, representante do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), destacou que a conscientização, educação e responsabilização são essenciais para enfrentar o problema. Segundo ela, o interesse crescente da sociedade pela causa animal reforça a importância do papel do Legislativo na criação de políticas públicas de proteção à fauna.

Tatiana também citou a campanha Maio Laranja, que ocorre paralelamente ao Maio Amarelo, com foco específico na proteção da fauna e combate aos atropelamentos. Ela orientou a população sobre como agir em casos de acidentes envolvendo animais: acionar a Delegacia de Meio Ambiente (DEMA), Polícia Ambiental pelo número 190, Polícia Militar em regiões sem batalhão ambiental ou o posto rodoviário mais próximo.

O tenente Medeiros, do Batalhão Ambiental, enfatizou que a notificação desses casos é fundamental para o socorro rápido dos animais e para a formação de um banco de dados que contribua para políticas públicas eficazes.

Kelly Rondon, presidente da Associação Tampatinha, elogiou o trabalho do Grupo de Trabalho e a mobilização promovida pela ALMT. “O engajamento político e social é fundamental para garantir proteção efetiva aos animais e preservar o meio ambiente”, destacou.



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