Casarão histórico de Pirenópolis é demolido sem autorização do Iphan e da prefeitura

Proprietário afirmou que a demolição foi feita antecipadamente, sem a autorização dele, pela equipe contratada para cuidar da reforma. Conjunto arquitetônico e histórico da cidade é tombado pelo Iphan.


Por Rota Araguaia em 08/05/2025 às 16:20 hs

Casarão histórico de Pirenópolis é demolido sem autorização do Iphan e da prefeitura
Reprodução/

Redação

Um casarão histórico localizado na Rua da Prata, em Pirenópolis (GO), foi demolido sem a devida autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da prefeitura do município. O imóvel, com características arquitetônicas do século 19, integrava o conjunto tombado do centro histórico da cidade, onde qualquer intervenção exige alvará municipal e aprovação do órgão federal de patrimônio.

A demolição ocorreu após o empresário Jairo Mendonça, novo proprietário do imóvel, contratar uma equipe para realizar uma reforma. Em entrevista, ele afirmou que havia solicitado autorização para a obra, mas que a equipe contratada iniciou a demolição antes da liberação formal.
“Eu não queria isso também não, tá tudo avisado. Eu não estava aqui, quando eu cheguei já estava tudo desmanchado. Eu falei: Cara, o que que você fez? Então foi uma coisa muito triste, eu achei ruim demais isso acontecer”, declarou o empresário, que pretendia instalar uma clínica e pet shop no local.

A equipe de reportagem não conseguiu contato com a empresa responsável pela reforma.

Em nota, o Iphan informou que o pedido formal para a demolição total foi protocolado no dia 28 de abril. No dia seguinte, o escritório técnico do órgão solicitou documentação complementar. Com a demolição já realizada, o Iphan embargou a obra, emitiu auto de infração e concedeu prazo de 15 dias para apresentação de defesa.

Já a prefeitura de Pirenópolis informou, por meio da assessoria de comunicação, que não identificou nenhum pedido de alvará relacionado à demolição do imóvel. Após tomar conhecimento da situação, uma engenheira e um fiscal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente vistoriaram o local e realizaram os registros oficiais. O terreno permanece embargado até que um novo pedido formal seja apresentado e analisado.

 

Moradores vizinhos relataram que o casarão estava deteriorado e representava risco à vizinhança. A comerciante Ana Maria Gonçalves, que mora ao lado do imóvel, disse que a casa estava abandonada havia anos. “Estava aberta, entrando morador de rua”, afirmou.



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