Redação
O Vaticano deu início, na manhã desta segunda-feira (21), à organização do funeral do Papa Francisco, que faleceu em Roma aos 87 anos. O sepultamento do pontífice será realizado na Basílica de Santa Maria Maggiore, conforme desejo expresso por ele ainda em vida. A cerimônia seguirá os protocolos estabelecidos no livro litúrgico “Ordo Exsequiarum Romani Pontificis”, adaptado pelo próprio Francisco em 2023 para tornar os ritos mais simples e menos pomposos.
O funeral do Papa está dividido em três etapas principais: constatação da morte, exposição pública do corpo e, por fim, o sepultamento. Durante nove dias, serão celebradas missas diárias em sua homenagem, seguindo a tradição das “novendiais”, com período oficial de luto dentro da Igreja Católica.
Ao contrário dos papas anteriores, Francisco optou por um funeral mais modesto. Uma das mudanças foi a redução no número de caixões utilizados: agora, o corpo será colocado apenas em dois — um de madeira e outro de zinco — abolindo o uso do tradicional caixão de chumbo.
O cardeal camerlengo, Kevin Joseph Farrell, liderou o rito de certificação da morte em uma capela privada. A cerimônia contou com a presença de familiares do pontífice, médicos do Vaticano e integrantes da Cúria Romana. Após esse primeiro momento, um documento oficial foi redigido confirmando a morte do Papa.
A exposição do corpo de Francisco ao público ocorrerá na Basílica de São Pedro, onde também será realizada a Missa Exequial. A trasladação deve acontecer na quarta-feira (23), em detalhes que serão divulgados após reunião da Congregação dos Cardeais, marcada para esta terça-feira (22).
Diferente dos funerais de Estado, o corpo não será posicionado em plataformas elevadas, como determinava o protocolo anterior. A simplificação foi defendida por Francisco como uma forma de reafirmar que o Papa é “pastor e discípulo de Cristo, não uma figura de poder”.
O sepultamento encerrará os ritos. Francisco será enterrado na Basílica de Santa Maria Maggiore, local que frequentava com frequência antes e depois de viagens internacionais. A escolha rompe com a tradição da Igreja de enterrar pontífices na cripta da Basílica de São Pedro, onde estão sepultados outros 91 papas.
Durante o sepultamento, o corpo será velado com um véu branco e enterrado ao lado de uma bolsa com moedas cunhadas durante seu pontificado e um documento com detalhes sobre sua vida. A urna será lacrada e colocada no local definitivo, que será posteriormente aberto à visitação dos fiéis.
O Vaticano ainda não informou a data exata do funeral, que, tradicionalmente, ocorre entre quatro e seis dias após a morte do Papa.
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