Prefeito denuncia 100 casos de atestados médicos falsos; MP investiga má gestão

Paço afirma que, dos 26 mil pedidos de afastamento registrados em 2024, 8,5 mil casos aguardam perícia médica e 1,5 mil servidores já estão afastados. Caso é investigado pelo Ministério Público.


Por Rota Araguaia em 17/01/2025 às 08:55 hs

 Prefeito denuncia 100 casos de atestados médicos falsos; MP investiga má gestão
Reprodução

Redação

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, revelou que cerca de 100 servidores públicos apresentaram atestados médicos comprovadamente falsos. Em 2024, foram registrados aproximadamente 26 mil pedidos de afastamento de funcionários da administração municipal. A situação está sendo investigada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), que apura uma possível má gestão desses afastamentos.

Denúncia e investigação

Em entrevista coletiva, Sandro Mabel afirmou que há provas concretas contra servidores que apresentaram documentos falsificados.

“Nós já temos cento e tantos casos com filmagem, com comprovação de gente que está de atestado e não está doente coisíssima nenhuma”, declarou o prefeito.

Segundo dados da prefeitura, 8,5 mil pedidos de afastamento aguardam perícia médica e 1,5 mil servidores já estão afastados. No entanto, o Sindicato dos Trabalhadores de Goiânia (SindiGoiânia) contesta essas informações. De acordo com o presidente Ronaldo Gonzaga, um levantamento interno aponta que, até quinta-feira (16), menos de 800 servidores efetivos estavam afastados.

“Numa gestão onde temos aproximadamente 30 mil servidores e 26 mil, no ano, estiveram de atestado, é muito. Isso realmente tem que ser verificado”, disse Gonzaga.

O Ministério Público, por sua vez, confirmou que há uma investigação em andamento na 50ª Promotoria de Goiânia, mas não validou os números apresentados. Em nota, o órgão informou que apura “suposta má gestão de afastamentos temporários (licença-saúde e outros) no âmbito da Junta Médica do Município de Goiânia”.

A investigação ainda está em fase inicial, e o MP-GO ressaltou que não é possível determinar o número real de servidores afastados ou quantos aguardam perícia médica.

Reação do sindicato

O presidente do SindiGoiânia destacou que, se houver irregularidades, os responsáveis devem ser punidos.

“Se tem atestado falso, se tem algum rolo por parte do servidor, tem que ser verificado e penalizado, exonerado”, afirmou Gonzaga.

No entanto, ele pediu cautela na divulgação dos números e alertou para o risco de criminalização dos servidores públicos.

A investigação segue em andamento e deve esclarecer a real dimensão do problema nos próximos meses.



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