Redação
A Promotoria de Justiça de Vera, a 486 km de Cuiabá, ajuizou uma Ação Civil Pública contra a empresa Expresso Itamarati e a seguradora Essor Seguros, exigindo o pagamento de R$ 10 milhões em indenizações para os familiares e sobreviventes do trágico acidente ocorrido em 2022, na BR-163, em Sorriso. O acidente envolveu uma carreta e um ônibus de viagem, resultando na morte de oito pessoas e ferindo várias outras.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) alega que a indenização é uma forma de reparação por danos materiais, morais e estéticos sofridos pelas vítimas e seus parentes.
De acordo com a ação, o ônibus de viagem apresentou defeitos durante o trajeto e ficou parado na estrada por horas. Os passageiros relataram que o motorista Edmirson Pereira Campos estava visivelmente nervoso e conduzindo o veículo de forma imprudente, utilizando o celular e invadindo a pista contrária.
O promotor Daniel Luiz dos Santos destacou que a empresa teria violado direitos dos consumidores ao colocar em risco a segurança dos passageiros, além de não oferecer suporte adequado diante dos problemas mecânicos enfrentados pelo veículo.
Em 2023, o motorista Edmirson Pereira foi denunciado pelo MPMT por homicídio culposo (oito vezes) e lesão corporal culposa (nove vezes). O processo segue em curso.
Além disso, uma tentativa de negociação entre as partes foi realizada em abril de 2024. No entanto, a empresa Expresso Itamarati não cumpriu o prazo para apresentar propostas de acordo, levando o caso à Justiça.
O ônibus saiu de Cuiabá na noite de 16 de maio de 2022, com destino a Sinop. Durante a madrugada, o veículo apresentou problemas mecânicos e permaneceu parado por cerca de cinco horas na estrada, até ser parcialmente consertado.
Pouco antes de chegar ao destino, o ônibus colidiu com uma carreta, causando um grave acidente que interditou a pista por aproximadamente cinco horas. Equipes de resgate, incluindo o Corpo de Bombeiros e um helicóptero do CIOPAer, prestaram atendimento às vítimas no local.
Muitos sobreviventes relataram sequelas físicas e emocionais. Kely Eronides da Silva da Cruz, uma das passageiras, destacou o descaso da empresa durante o trajeto e a longa espera por socorro após a primeira pane mecânica.
O caso continua sendo acompanhado pela Justiça, e o MPMT reforça a necessidade de responsabilizar a empresa pelos danos causados às vítimas e seus familiares.
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