Turistas são surpreendidos por cabeça d'água e precisam segurar em pedras para não serem arrastados

A foto mostra o momento em que eles tentam não ser arrastados pela correnteza. Cimehgo explicou que a região contou com muitas chuvas no dia em que ocorreu a cabeça d'água.


Por Rota Araguaia em 31/12/2024 às 15:58 hs

Turistas são surpreendidos por cabeça d'água e precisam segurar em pedras para não serem arrastados
Arquivo pessoal/Lana Guedes

Redação

Cinco turistas viveram momentos de pânico ao serem surpreendidos por uma cabeça d’água enquanto percorriam uma trilha em Alto Paraíso de Goiás, na região da Chapada dos Veadeiros. Um vídeo gravado no momento do incidente mostra o grupo se agarrando a pedras e galhos para evitar serem arrastados pela forte correnteza.

“A trilha quase nos arrastou. Tivemos que salvar nossas próprias vidas”, relatou Lana Guedes, de 43 anos, servidora pública, em uma publicação nas redes sociais.

O episódio aconteceu na última segunda-feira (30). Lana estava acompanhada de sua filha de 16 anos, do pai da adolescente e de um casal de amigos, hospedados em um hotel fazenda que oferece trilhas e cachoeiras. Apesar de o hotel ter proibido banhos nas cachoeiras devido ao clima, o grupo foi autorizado a realizar a trilha, sem receber alertas sobre o risco de enxurradas ou cabeças d’água.

Embora não tenham sofrido fraturas, os turistas relataram escoriações e luxações devido à força da correnteza.

Falta de segurança e críticas

Lana criticou a falta de informações e medidas de segurança na trilha. “Não nos informaram do risco. Não havia cordas, placas de alerta ou brigadistas”, escreveu.

Até a última atualização desta reportagem, a pousada onde estavam hospedados não se manifestou sobre o caso.

Chuva intensa e risco de cabeça d’água

Segundo o gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), André Amorim, a região de Alto Paraíso registrou cerca de 56 mm de precipitação na segunda-feira, volume suficiente para provocar formações de cabeças d’água, comuns em áreas como a Chapada dos Veadeiros, onde os cursos d’água podem aumentar rapidamente.

“O perigo está na movimentação rápida da água, que pode jogar alguém contra pedras ou arrastá-los. É fundamental ter guias turísticos que conheçam a região e saibam como agir em situações como essa”, alertou André.

Fotos divulgadas por Lana mostram a trilha antes e depois da enxurrada. O grupo, que já retornava à sede da pousada ao perceber o chuvisco, encontrou o caminho alagado e enfrentou correntezas fortes que dificultaram a travessia.

Sem ajuda externa

Apesar do susto, o grupo conseguiu concluir o percurso sem acionar o Corpo de Bombeiros. Após o incidente, eles retornaram para Brasília no mesmo dia e agora tentam se recuperar física e emocionalmente.

O caso reforça a necessidade de maior vigilância, sinalização e orientação para turistas que visitam regiões de trilhas e cachoeiras, especialmente durante períodos de chuva intensa.



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