Redação
O Brasil deve enfrentar mais um fim de semana de clima instável, marcado por chuvas intensas e temporais em várias regiões do país. Uma nova área de baixa pressão atmosférica se formará entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai nesta sexta-feira (13), provocando chuvas volumosas no Sul, parte do Sudeste e Centro-Oeste.
De acordo com Fábio Luengo, meteorologista da Climatempo, o fenômeno avançará em direção ao oceano, causando chuvas significativas já pela manhã de sexta-feira no oeste do Rio Grande do Sul. "À tarde, a precipitação se espalha para outras áreas do estado, oeste de Santa Catarina, oeste do Paraná e sul de Mato Grosso do Sul", explica Luengo.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta que essas regiões podem registrar acumulados de até 50 mm de chuva por dia, acompanhados de ventos intensos, que podem atingir até 60 km/h. As chuvas foram classificadas pelo Inmet como de “perigo potencial”, recebendo o alerta meteorológico de nível amarelo.
Além da área de baixa pressão sobre o Sul, outros fatores também contribuirão para o aumento do volume de chuva:
A partir da noite de sexta-feira, as chuvas devem alcançar o centro-oeste de São Paulo, o norte de Mato Grosso do Sul, o Triângulo Mineiro e o sul de Goiás.
No sábado (14), a área de baixa pressão no Sul deve se deslocar para o oceano, originando um ciclone. Luengo destaca que, inicialmente, o ciclone é classificado como extratropical, mas os modelos climáticos ainda podem ajustar essa previsão.
Com a evolução do sistema, os temporais devem se espalhar, atingindo:
No domingo (15), o ciclone avançará para alto mar, mas continuará canalizando umidade da Amazônia, mantendo o clima instável. As chuvas devem subir, afetando Rio de Janeiro, norte do Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
O Inmet, que opera o sistema Alert-AS, monitora os eventos meteorológicos severos e emite avisos em três níveis:
Vale destacar que os avisos do Inmet são diferentes dos alertas oficiais emitidos pela Defesa Civil, que utiliza dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) para avaliar riscos à população.
Com as instabilidades previstas, a população deve se manter atenta aos boletins meteorológicos e seguir orientações das autoridades para garantir a segurança.
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