Caso de raiva bovina é confirmado em propriedade rural de MT; Indea adota medidas de controle

Doença é transmitida pela mordida do morcego.


Por Rota Araguaia em 27/11/2024 às 09:32 hs

Caso de raiva bovina é confirmado em propriedade rural de MT; Indea adota medidas de controle
Foto: Prefeitura de Marília/Divulgação

Redação

Um caso de raiva bovina foi confirmado nesta terça-feira (26) em uma propriedade rural de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. O diagnóstico foi realizado por exames do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) em Cuiabá.

Após a confirmação, o Indea notificou a Secretaria de Saúde de Rondonópolis e comunicou todas as propriedades localizadas em um raio de 10 km do local de ocorrência. A fazenda afetada terá que realizar, obrigatoriamente, uma nova rodada de vacinação em seus animais.

Medidas e restrições

Apesar do registro, o trânsito de animais nas propriedades próximas não será bloqueado, informou o Indea. O protocolo exige que todas as fazendas na região reforcem a vacinação de bovinos, especialmente se a imunização anterior tiver sido realizada há mais de 60 dias.

Com este caso, sobe para 22 o número de registros de raiva bovina em Mato Grosso em 2024.

O papel do morcego na transmissão

A principal fonte de transmissão da raiva bovina é o morcego hematófago, que elimina o vírus pela saliva ao se alimentar do sangue de animais.

O Indea reforça a importância de observar o rebanho regularmente para identificar sinais de mordeduras ou sintomas da doença.

Sintomas e orientações

Os principais sintomas da raiva bovina incluem:

  • Apatia ou isolamento do rebanho;
  • Agressividade;
  • Andar cambaleante;
  • Dificuldade para engolir líquidos ou defecar;
  • Paralisia dos membros;
  • Opacidade da córnea.

Caso um animal apresente sintomas, é necessário:

  • Informar imediatamente o Indea local;
  • Evitar manipular o animal;
  • Isolá-lo do restante do rebanho.

Sobre a doença

A raiva bovina é causada por um vírus do gênero Lyssavirus, pertencente à família Rhabdoviridae, e é sempre fatal para os animais infectados. A doença é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para seres humanos, exigindo cuidado redobrado na identificação e manejo.

Produtores rurais devem seguir rigorosamente os protocolos de vacinação e vigilância para proteger seus rebanhos e prevenir novos casos.



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