MT registra 36 óbitos por dengue e 11 por chikungunya entre janeiro e começo de novembro

Devido às condições climáticas, existe possibilidade de aumento no surgimento e na proliferação do mosquito, que transmite a dengue, zika e chikungunya


Por Rota Araguaia em 25/11/2024 às 10:10 hs

MT registra 36 óbitos por dengue e 11 por chikungunya entre janeiro e começo de novembro
Reprodução

Redação

Com a chegada do período chuvoso em 2024, as altas temperaturas aliadas à umidade têm preocupado as autoridades de saúde pública devido ao risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, chikungunya e zika.

Segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado em 17 de novembro, Mato Grosso registrou um aumento expressivo nos casos prováveis de dengue e chikungunya em relação a 2023. Foram notificados 41.631 casos de dengue (59% a mais que no ano anterior) e 20.600 de chikungunya (alta de 7.673%). Por outro lado, os casos de zika reduziram 19%, com 397 registros.

O número de óbitos também preocupa. Até o momento, 36 mortes foram confirmadas por dengue, sendo as cidades mais afetadas Pontes e Lacerda (7 óbitos), Cuiabá (5) e Tangará da Serra (3). Chikungunya também fez vítimas fatais, com 11 mortes, das quais sete ocorreram em Tangará da Serra.

Circulação de sorotipos e risco de reinfecção

O relatório aponta a circulação de três dos quatro sorotipos de dengue no estado (1, 2 e 4). Essa diversidade aumenta a chance de reinfecção, o que eleva o risco de casos graves.

Para conter o avanço das arboviroses, o Governo Federal lançou um plano de ação para o período sazonal 2024/2025, com um investimento de R$ 1,5 bilhão. A estratégia inclui novas tecnologias, acompanhamento epidemiológico constante e apoio a estados e municípios com alertas e recursos.

Prevenção depende da população

Dados mostram que 75% dos criadouros do Aedes aegypti estão dentro de residências. Por isso, as autoridades reforçam a importância de uma checagem semanal em recipientes que possam acumular água parada. Apenas 10 minutos por semana podem interromper o ciclo de vida do mosquito, cujos ovos podem sobreviver até um ano em ambientes secos.

Além disso, o protagonismo dos agentes comunitários de saúde (ACSs) e de combate às endemias (ACEs) é fundamental para a conscientização. Em Mato Grosso, são 5.263 agentes comunitários e 2.059 agentes de combate às endemias atuando para orientar a população e implementar ações preventivas.

Com os números em alta, o combate às arboviroses exige esforço conjunto entre governo e sociedade para evitar uma crise de saúde pública.



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