Redação
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em ação conjunta com o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), cumpriu um mandado de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (1º) na residência de um servidor do Ministério Público da União (MPU). O servidor é suspeito de receber propina para favorecer empresas em contratos de licitação, em especial de uma empresa de alimentação hospitalar.
A operação faz parte da segunda fase da "Operação Escudero", iniciada em agosto, e revelou que o suspeito, enquanto ocupava o cargo de assessor-chefe na 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde do MPDFT, teria beneficiado empresas contratadas pelo Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (IgesDF). De acordo com as investigações, o servidor é suspeito de receber propina por intermédio de terceiros para defender os interesses dessas empresas, com foco nos contratos de alimentação para unidades hospitalares.
Se condenados, os envolvidos podem responder pelos crimes de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro, com penas que podem totalizar até 30 anos de prisão.
Em resposta, o IgesDF afirmou que atua com "rigor e austeridade" para investigar e enfrentar irregularidades nos contratos da empresa envolvida. A instituição ressaltou que os serviços prestados pela empresa de alimentação são essenciais para as unidades de saúde sob sua gestão, especialmente para o bem-estar dos pacientes, uma vez que a alimentação é parte fundamental do tratamento médico.
Além disso, o IgesDF destacou que a diretoria tem colaborado com órgãos de controle para buscar soluções que evitem qualquer interrupção no fornecimento de alimentos, atuando também com a Secretaria de Saúde para desenvolver medidas que protejam o atendimento aos pacientes. Em nota, o instituto declarou:
“A Diretoria do IgesDF tem buscado o apoio dos órgãos de controle para encontrar uma solução que não cause desassistência e prejuízo aos pacientes, bem como vem atuando em conjunto com a Secretaria de Saúde na construção de medidas efetivas para a situação”.
O IgesDF enfatizou que o servidor investigado não possui qualquer vínculo com o instituto e reforçou sua posição contra práticas ilícitas. “O IgesDF repudia toda e qualquer atitude ilícita, seja de colaborador ou qualquer outra pessoa envolvida na Operação Escudero”, concluiu a nota.
A investigação segue em andamento para apurar o envolvimento de outros suspeitos e a possível extensão dos prejuízos aos contratos de saúde pública.
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