Mulher luta para conseguir CNH após ser dada como morta em sistema do Detran

Advogado da mulher, Guilherme Carneiro, afirmou que problema se arrasta desde 2022. Detran diz que aguarda correção de dados para emitir carteira.


Por Rota Araguaia em 23/10/2024 às 07:04 hs

Mulher luta para conseguir CNH após ser dada como morta em sistema do Detran
Foto: Reprodução

Redação

A professora Kátia Cecília Soares enfrenta uma longa batalha para conseguir sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) após o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) a identificar como falecida no sistema. De acordo com o advogado da docente, Guilherme Carneiro, o problema começou em 2022 e persiste até hoje.

"Eu me sinto mal e muito pequena diante de um sistema em que os cidadãos travam uma luta injusta", desabafou a professora.

Nascida em Itumbiara e atualmente residente em Goiânia, Kátia relatou que a confusão teve início em 2013, quando registrou o falecimento de seu pai em um cartório. Apesar de a certidão de óbito estar correta, houve um erro no sistema, que associou o nome de seu pai ao CPF da própria professora.

"Eu fui a declarante do óbito do meu pai junto ao cartório. Embora a certidão esteja correta, no cadastro de pessoas falecidas consta o nome do meu pai com a data de nascimento certa, mas vinculado ao meu CPF", explicou Kátia.

Depois de corrigir a situação junto à Receita Federal, Kátia conseguiu ser aprovada nos exames teórico e prático de uma autoescola. No entanto, sua CNH não pôde ser emitida, já que o sistema do Detran-GO continuava a identificá-la como falecida. A professora chegou a recorrer à Justiça contra o cartório, mas foi condenada a pagar R$ 18 mil em custas processuais, com o tribunal entendendo que a responsabilidade pelo erro não era do cartório.

"É um custo exorbitante por um erro que não é meu", lamentou.

O advogado Guilherme Carneiro afirmou que, após a repercussão do caso, o Detran-GO deverá finalmente emitir a CNH de Kátia, mas que eles ainda pretendem tomar medidas legais contra o órgão. "Concluímos que foi o Detran o responsável por todo esse imbróglio", declarou.

Posicionamento do Detran-GO

Em nota, o Detran-GO informou que a orientação para esses casos é que a pessoa procure o cartório para regularizar a situação e obter uma certidão negativa de óbito, já que o sistema do órgão é interligado à Central de Informações do Registro Civil. O departamento também mencionou que entrou em contato com o cartório para corrigir os dados e, após essa atualização, poderá emitir a CNH.

O Detran-GO também ressaltou que o pedido de indenização por danos morais feito pela professora foi negado pela Justiça, que entendeu que o erro não foi causado pelo sistema do órgão.

O caso segue sendo acompanhado, e Kátia espera que sua situação seja definitivamente resolvida.



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