Redação/ Jerusa Helena Bittencourt
Em meio à pior seca dos últimos anos, proprietários de terras às margens do Rio Garças estão construindo rampas náuticas, agravando os impactos ambientais em uma região já fragilizada pelo assoreamento e pelo calor extremo. A situação preocupa moradores e ambientalistas, que alertam para a necessidade urgente de preservar os recursos naturais diante do cenário climático crítico.
Com o nível do rio significativamente abaixo do normal devido à escassez de chuvas e ao aquecimento global, o assoreamento do leito tem prejudicado a navegação e a biodiversidade local. No entanto, em vez de adotarem medidas para mitigar os efeitos da degradação ambiental, alguns proprietários estão desmatando áreas de vegetação nativa para construir rampas de acesso a embarcações, o que agrava ainda mais a situação.
"Estamos enfrentando temperaturas altíssimas, o rio cada vez mais assoreado e, em vez de preservarem a vegetação que protege o solo e o curso d’água, as pessoas estão desmatando. É algo preocupante".
O desmatamento das margens do Rio Garças, que já sofre com o assoreamento, intensifica o problema. Com menos vegetação, as margens do rio ficam desprotegidas, aumentando a erosão e o depósito de sedimentos no leito, o que reduz ainda mais a profundidade do rio e afeta a fauna e flora locais.
O que pode ser feito?
Especialistas apontam que é crucial adotar medidas de preservação para frear o processo de degradação ambiental na região. Ações como a recuperação das áreas desmatadas, o reflorestamento das margens do rio e a proibição de construções de rampas são essenciais para a preservação do ecossistema do Rio Garças.
"As pessoas precisam entender que o uso irresponsável da terra só agrava a situação. Para que o rio tenha uma chance de recuperação, precisamos respeitar as áreas de preservação permanente, evitar o desmatamento e priorizar a conservação".
Além das ações locais, é fundamental que a sociedade como um todo se mobilize para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, adotando práticas sustentáveis que reduzam o impacto sobre os recursos hídricos e o meio ambiente.
Diante da gravidade da situação, o caminho mais viável para preservar o Rio Garças e garantir sua recuperação é a conscientização coletiva e a implementação de políticas ambientais eficazes, aliadas a uma fiscalização rigorosa que impeça o avanço da degradação na região.
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