Crescimento de bancos de areia e botos encalhados: lago quase seco preocupa moradores de cidade turística

Lago está localizado no povoado de Luiz Alves e é um dos principais acessos ao Rio Araguaia. Grande parte dos moradores vive da pesca e do turismo.


Por Rota Araguaia em 02/10/2024 às 09:20 hs

Crescimento de bancos de areia e botos encalhados: lago quase seco preocupa moradores de cidade turística
Foto: Reprodução

Redação

A formação de bancos de areia e o encalhe de botos no lago de Luiz Alves, em São Miguel do Araguaia, região norte de Goiás, têm preocupado moradores e trabalhadores da região. A situação é resultado da seca severa que assola a área, impactando diretamente a rotina de pescadores e comerciantes locais. O lago, que é um dos principais acessos ao Rio Araguaia, está com o nível da água muito abaixo do normal, o que dificulta a navegação e afasta turistas, prejudicando o comércio.

Devido ao baixo nível do lago, o ponto de embarque de turistas e pescadores precisou ser transferido, complicando ainda mais as operações. "É muito difícil até para o pessoal andar. De madrugada, vai atender os clientes e, na hora de passar com o pessoal, tem que arrastar a canoa, correndo o risco de pisar em uma arraia”, relatou Elisvaldo da Silva, barqueiro e guia de pesca que trabalha na região.

A comerciante Deborah Nicácio, que tem seu negócio próximo ao lago, também sente os impactos da seca. "Aqui, a maioria das pessoas sobrevive da pesca, sobrevive do turismo, então dificulta muito”, disse ela, destacando a redução significativa no número de visitantes.

O problema ficou ainda mais evidente em agosto, quando dois botos encalharam no lago. Moradores registraram o momento em que uma fêmea e seu filhote tentaram nadar para fora da área rasa, mas não conseguiram.

Como medida emergencial, o Distrito de Irrigação de Luiz Alves iniciou a dragagem de um canal para tentar amenizar a situação. O objetivo, segundo o responsável técnico pelo projeto, João Vitor Maria, é facilitar o acesso ao Rio Araguaia e garantir o retorno das atividades de pesca e turismo, além de permitir a circulação segura de peixes e botos.

"Tem várias canoas paradas deste lado porque não trafegam para o Araguaia. Isso vai melhorar o fluxo dos ribeirinhos, que poderão utilizar outros portos para o turismo. Os peixes que estiverem encalhados poderão voltar a transitar pelo canal do rio e os botos, que não correrão o risco de ficar encalhados", afirmou João Vitor.

Enquanto a seca persistir, os moradores de São Miguel do Araguaia seguem apreensivos com o futuro de suas atividades e do ecossistema local, aguardando que as medidas de dragagem tragam os resultados esperados.



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