Redação
Em uma iniciativa para preservar o patrimônio histórico e cultural da região, a Prefeitura de Barra do Garças instalou uma estrutura de vidro ao redor de um monólito arqueológico significativo, localizado no município. Além de garantir a proteção física do monumento, uma placa informativa foi colocada no local para educar os visitantes sobre sua importância histórica.
O monólito, composto por um grande bloco de rocha com gravuras rupestres em baixo relevo, apresenta formas geométricas circulares que, segundo os estudos, foram produzidas por grupos sociais antigos que habitaram a região de Barra do Garças e seus arredores, utilizando a bacia do Rio das Garças como via de acesso.
A placa informativa, colocada ao lado do monólito, conta uma história intrigante datada de 1871. Segundo a narrativa local, Simião da Silva Arraia, veterano da Guerra do Paraguai, e outro ex-combatente, que havia se tornado garimpeiro, descobriram um afloramento de diamantes no Rio Voadeira. Com receio de ataques de indígenas bororos, os dois esconderam os diamantes em uma garrafa de vidro sob o monólito. Para garantir a futura recuperação do tesouro, gravaram a data "1871" e as iniciais "SS Arraia" na pedra. No entanto, ao retornarem ao local, descobriram que a movimentação do rio havia deslocado o monólito, levando consigo a garrafa com os diamantes.
A placa também alerta que a destruição ou remoção do monólito é considerada crime, com penalidades que incluem multa e detenção, reforçando o valor da preservação do local.
Com esta ação, a Prefeitura de Barra do Garças reafirma seu compromisso com a conservação da história e da cultura local, oferecendo aos visitantes uma oportunidade de conhecer e valorizar um dos marcos arqueológicos mais fascinantes da região.
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