Operação cumpre mais de 30 mandados contra agiotas estrangeiros suspeitos de ameaçar de morte comerciantes

Polícia Civil identificou oito colombianos e um brasileiro suspeitos do crime. Mandados são cumpridos em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Caldas Novas.


Por Rota Araguaia em 14/08/2024 às 10:32 hs

Operação cumpre mais de 30 mandados contra agiotas estrangeiros suspeitos de ameaçar de morte comerciantes
Foto: Divulgação/Polícia Civil

Redação

Nesta quarta-feira (14), a Polícia Civil de Goiás deflagrou a operação Usureros, cumprindo mais de 30 mandados judiciais em uma ação contundente contra uma rede de agiotagem que operava em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Caldas Novas. A operação foi desencadeada após comerciantes e trabalhadores autônomos denunciarem práticas violentas de cobrança realizadas por agiotas estrangeiros.

Segundo as investigações, oito colombianos e um brasileiro foram identificados como membros da quadrilha. Estes indivíduos são suspeitos de impor cobranças coercitivas e ameaçadoras às vítimas. A identidade dos suspeitos não foi divulgada pela polícia, e até o momento, o g1 não conseguiu contato com a defesa dos envolvidos para comentar o caso.

Mandados e Apreensões

No total, a operação cumpriu 33 ordens judiciais, que incluíram nove mandados de prisões temporárias, cinco de busca e apreensão, além de 19 ordens de sequestro de bens. Até as 8h10, as autoridades já haviam prendido sete pessoas, confiscado R$ 400 mil em veículos e apreendido R$ 30 mil em espécie.

Esquema de Cobranças Violentas

De acordo com a Polícia Civil, as vítimas eram inicialmente abordadas por indivíduos que ofereciam empréstimos com facilidades aparentes e sem burocracia. No entanto, após o dinheiro ser liberado, as vítimas eram submetidas a um esquema conhecido como “pinga-pinga”, onde eram forçadas a pagar parcelas diárias com juros exorbitantes, variando de 20% a 50% em caso de atraso.

Um dos casos mais graves foi registrado em vídeo, onde um dos cobradores aparece armado, ameaçando matar a vítima e seus familiares. Dias após o envio do vídeo, a residência da vítima foi alvejada por disparos, intensificando o clima de terror imposto pela quadrilha.

Estrutura da Quadrilha

As investigações revelaram que os suspeitos colombianos operavam em três núcleos distintos, enquanto o brasileiro atuava diretamente na execução das cobranças violentas. A polícia acredita que o grupo causou prejuízos financeiros significativos e danos psicológicos profundos às vítimas.

Os suspeitos devem responder por uma série de crimes, incluindo usura, associação criminosa, extorsão e perseguição.

A operação Usureros continua em andamento, e a Polícia Civil espera identificar e prender outros membros envolvidos na organização criminosa nos próximos dias.



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