Surto de diarreia aguda em Goiás: saiba o que é e como tratar doença

Médico destaca importância do saneamento básico para prevenção de doenças. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, já foram registrados 2.363 casos em Goiás.


Por Rota Araguaia em 09/08/2024 às 20:35 hs

Surto de diarreia aguda em Goiás: saiba o que é e como tratar doença
Foto: Reprodução / Redes sociais Semad

Redação

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) de Goiás emitiu um alerta sobre um surto de diarreia aguda que está afetando mais de dez municípios no estado. Desde junho de 2024, os casos começaram a ser registrados nas cidades de Campos Belos, Cavalcante e Monte Alegre de Goiás. O surto, causado por contaminação da água pela bactéria Escherichia coli, já resultou em 2.363 casos confirmados até o momento.

Os municípios atualmente em surto incluem:

  • Aruanã
  • Britânia
  • Cachoeira Alta
  • Campos Belos
  • Cavalcante
  • Diorama
  • Goiatuba
  • Minaçu
  • Monte Alegre de Goiás
  • Nova Crixás
  • Palmeiras de Goiás
  • São Miguel do Araguaia

A SES informou que amostras de água foram coletadas e, após análise, foi confirmada a presença da bactéria Escherichia coli, tornando a água imprópria para consumo. Até o momento, as prefeituras das cidades afetadas não responderam sobre as medidas tomadas para conter o surto.

Causas do Surto

O médico infectologista Marcelo Daher, consultado pelo g1, explicou que a diarreia aguda é um quadro súbito, enquanto a crônica dura mais tempo, podendo levar meses. “A diarreia aguda se manifesta rapidamente, com episódios que duram alguns dias. No caso do surto em Goiás, a bactéria na água é uma das principais suspeitas para a disseminação da doença, afetando uma grande população”, destacou.

Daher também alertou sobre os riscos em áreas sem água tratada ou coleta de esgoto, onde a contaminação pelo solo é mais provável. Além da água, a contaminação pode ocorrer por alimentos contaminados ou por vírus, embora infecções virais sejam menos comuns e graves.

Tratamento e Cuidados

Para tratar a diarreia aguda, o médico recomendou que o tratamento seja direcionado conforme o agente causador e a avaliação do quadro do paciente por um profissional de saúde. “Em geral, é importante reforçar a hidratação com soro e optar por comidas mais leves e com pouca fibra”, explicou Daher.

Em casos mais graves, onde o paciente apresenta febre, sangramento nas fezes ou uma duração prolongada da doença, é essencial que um médico acompanhe o quadro para receitar o tratamento adequado. “O profissional deve avaliar cada situação individualmente para determinar o melhor curso de ação”, concluiu o infectologista.

A SES segue monitorando a situação nos municípios afetados e espera que medidas preventivas sejam adotadas para evitar a propagação do surto.



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