Presidente da Câmara de General Carneiro é preso em operação de Polícia Civil

A operação investiga fraude na realização de um concurso público na casa legislativa; presidente foi preso por posse irregular de arma de fogo.


Por Rota Araguaia em 07/08/2024 às 11:57 hs

Presidente da Câmara de General Carneiro é preso em operação de Polícia Civil
Foto: Polícia Civil

Redação

Na manhã desta quarta-feira (07), a Polícia Civil deflagrou a operação "Dolus" em General Carneiro, visando investigar suspeitas de fraude no concurso público da Câmara Municipal. O certame, destinado aos cargos de Assessor Jurídico, Auditor de Controle Interno e Agente Administrativo, foi organizado pela empresa Cavalcca Prestadora de Serviços Ltda, contratada por R$ 32.000,00 sem licitação.

A Cavalcca levantou suspeitas devido à sua falta de especialização em concursos públicos, conforme indicado pelo Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). Suas principais atividades são relacionadas a obras de engenharia, preparação de terrenos, usinagem e solda, o que não corresponde aos requisitos típicos de uma organizadora de concursos.

Mandados de Busca e Apreensão

A operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal do Fórum de Barra do Garças. Entre os alvos, estavam a Câmara Municipal de General Carneiro e a residência do presidente da casa legislativa. Durante a ação, o presidente foi preso em flagrante por posse irregular de uma arma de fogo, um revólver calibre .22, e teve fiança fixada em dois mil reais para responder em liberdade.

Outros três mandados foram cumpridos em residências de pessoas suspeitas de terem sido beneficiadas pela fraude. Celulares e computadores portáteis foram apreendidos como parte das investigações. Além disso, um mandado de busca foi cumprido no endereço registrado da empresa Cavalcca em Lambari D’Oeste-MT. No entanto, os policiais descobriram que o endereço era fictício, sem evidências de operação da empresa no local.

Próximos Passos da Investigação

A Polícia Civil irá analisar o material apreendido para dar sequência às investigações. Os possíveis crimes sob investigação incluem corrupção passiva, fraude em concurso público e contratação direta ou ilegal de empresas.

O caso lança luz sobre a importância da transparência e da qualificação das empresas contratadas para organizar concursos públicos, garantindo a lisura dos processos seletivos e a confiança da população nas instituições públicas.



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