Brasil registra 5 mil mortes por dengue em 2024; outras 2 mil seguem em investigação

Antes de 2024, maiores registros de óbitos pela doença eram de 1,1 mil, em 2023, e de 1.053, em 2022


Por Rota Araguaia em 06/08/2024 às 17:27 hs

Brasil registra 5 mil mortes por dengue em 2024; outras 2 mil seguem em investigação
Reprodução

Redação

O Brasil atingiu um recorde preocupante de 5.008 mortes confirmadas por dengue em 2024, segundo dados do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde, atualizados nesta terça-feira (6). Este número é quase cinco vezes maior que os recordes anteriores da série histórica, registrados em 2023 (1.179 mortes) e 2022 (1.053 mortes). Adicionalmente, outras 2.100 mortes estão em investigação.

Aumento Alarmante

Este aumento dramático é inédito no histórico do país, que nunca havia registrado mil mortes anuais por dengue até recentemente. Além dos recordes de 2023 e 2022, outros anos com altas taxas de mortalidade incluem 2019 com 820 mortes e 2015 com 986 mortes.

Taxa de Letalidade

A taxa de letalidade da dengue também subiu em 2024. Este índice, que mede a razão entre o número de mortes e o número de casos, está em 0,08 para casos prováveis e 5,35 para casos graves. Em comparação, as taxas de 2023 foram de 0,07 e 4,83, respectivamente. Esses números refletem uma maior gravidade e dificuldade no controle da doença.

Dados Históricos de Mortes por Dengue

  • 2024: 5.008 mortes
  • 2023: 1.179 mortes
  • 2022: 1.053 mortes
  • 2021: 315 mortes
  • 2020: 583 mortes
  • 2019: 820 mortes
  • 2018: 201 mortes
  • 2017: 180 mortes
  • 2016: 701 mortes
  • 2015: 986 mortes
  • 2014: 475 mortes
  • 2013: 656 mortes
  • 2012: 327 mortes
  • 2011: 558 mortes
  • 2010: 656 mortes
  • 2009: 340 mortes
  • 2008: 557 mortes
  • 2007: 290 mortes
  • 2006: 144 mortes
  • 2005: 72 mortes
  • 2004: 19 mortes
  • 2003: 86 mortes
  • 2002: 142 mortes
  • 2001: 43 mortes
  • 2000: 4 mortes

Contexto e Desafios

O aumento expressivo das mortes por dengue em 2024 é um sinal de alerta sobre a necessidade urgente de medidas de prevenção e controle mais eficazes. A situação reflete não apenas a gravidade da doença, mas também desafios no manejo da saúde pública no Brasil.

O Ministério da Saúde e outras autoridades estão sob pressão para intensificar campanhas de prevenção, controle do mosquito Aedes aegypti (vetor da dengue) e melhorar o acesso ao tratamento adequado para reduzir a mortalidade. A alta letalidade indica que, além da disseminação do vírus, os casos estão se apresentando de forma mais severa.

Conclusão

A comunidade e as autoridades de saúde devem trabalhar juntas para combater esta crescente ameaça à saúde pública, reforçando a importância de eliminar criadouros de mosquitos, usar repelentes e buscar atendimento médico aos primeiros sinais de dengue.

Fonte: Painel de Arboviroses/Tabnet/Ministério da Saúde.



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