Redação
Cada um dos últimos 12 meses foi o mais quente já registrado em comparações ano a ano, conforme informou o serviço de monitoramento de mudanças climáticas da União Europeia nesta quarta-feira (5). O secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou a urgência de ações para evitar o que chamou de "inferno climático".
Maio: o 12º mês consecutivo de recordes
O mês de maio foi o 12º consecutivo de temperaturas recordes. Guterres enfatizou a necessidade de os países reduzirem as emissões de CO2 de forma mais rápida para reverter a situação. "Precisamos de uma saída da estrada para o inferno climático. A batalha pelo 1,5 ºC será vencida ou perdida na década de 2020", afirmou.
Perspectivas alarmantes
Cientistas preveem anos ainda mais quentes. Segundo o Serviço de Mudança Climática Copernicus, a temperatura média global nos 12 meses até o final de maio foi 1,63 ºC acima da média pré-industrial, a mais alta desde o início dos registros em 1940. Embora essa média não signifique que o mundo já tenha ultrapassado o limite de 1,5 °C de aquecimento global, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou que há 80% de chance de pelo menos um dos próximos cinco anos ultrapassar temporariamente essa marca.
O caminho errado
Guterres destacou que o mundo está se afastando da estabilização climática. "Em 2015, a chance de tal ruptura era quase zero", lembrou ele em discurso no Dia Mundial do Meio Ambiente. Ele pediu uma redução de 30% na produção e no uso global de combustíveis fósseis até 2030.
Desafios persistentes
Apesar dos acordos globais, as emissões de dióxido de carbono atingiram recorde no ano passado. Carvão, petróleo e gás ainda dominam mais de três quartos da energia mundial. Ko Barrett, Secretária-Geral Adjunta da OMM, reforçou a necessidade de cortar as emissões de gases de efeito estufa para evitar custos econômicos altos, vidas afetadas e danos ao meio ambiente.
Dados preocupantes
Os cientistas do Copernicus destacaram eventos alarmantes, como a perda acentuada de gelo marinho na Antártida. "Não vimos nada parecido com isso nos últimos vários milhares de anos", disse Carlo Buontempo, Diretor do Copernicus. Os dados climáticos seguem alinhados com as projeções de aquecimento devido às emissões de gases de efeito estufa.
Crítica às empresas de combustíveis fósseis
Guterres criticou a indústria de combustíveis fósseis, descrevendo-a como "padrinhos do caos climático" que lucram com subsídios públicos. Ele pediu a proibição da publicidade de combustíveis fósseis e instou os meios de comunicação e empresas de tecnologia a rejeitarem esses anúncios.
Com o tempo se esgotando para ações decisivas, a mensagem de Guterres é clara: o combate às mudanças climáticas requer urgência e compromisso global para evitar consequências devastadoras.
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