Redação
A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) está em ação para desvendar uma série de delitos que vêm comprometendo a vitalidade da bacia do Rio Araguaia, em Nova Crixás. A investigação abrange desmatamento, uso indiscriminado de fogo e a construção clandestina de drenos em áreas de preservação permanente (APP), veredas, lagos e lagoas naturais.
O delegado Luziano de Carvalho, titular da Dema, descreve a situação como um "punhal cravado no peito do Rio Araguaia". De acordo com suas observações preliminares, mais de 20 quilômetros de drenos foram identificados, visando à drenagem dessas áreas sensíveis. Um desses drenos, com cerca de 8 quilômetros de extensão, serpenteia ao longo do Córrego Sangradorzinho, um afluente vital do Araguaia.
"Esses drenos estão desviando água para atividades agrícolas e pecuárias, eliminando recursos hídricos essenciais para a preservação do ecossistema local", explica o delegado. Ele ressalta que essas ações podem resultar na diminuição do volume do Rio Araguaia e comprometer toda a cadeia alimentar e reprodutiva dos organismos aquáticos.
A Polícia Civil alerta para as graves consequências ambientais dessas práticas, que vão desde a degradação dos lagos naturais, importantes berçários de peixes, até a redução da vazão dos afluentes. O delegado Carvalho destaca que essa região, apesar de sua característica brejosa, desempenha um papel fundamental na manutenção do equilíbrio ecológico do cerrado.
"Essas áreas têm um valor ecológico inestimável, servindo como habitat para diversas espécies de fauna e flora. Além disso, controlam as inundações e regulam o clima local", ressalta o delegado. Ele lamenta o fato de que, mesmo sendo reconhecido como um "oásis no cerrado", esse ecossistema esteja sendo sistematicamente degradado por atividades humanas predatórias.
As autoridades estão empenhadas em identificar e responsabilizar os autores desses crimes ambientais. O delegado Carvalho revela que já foram solicitados relatórios técnicos à Secretaria de Meio Ambiente (Semad) e à Polícia Científica, a fim de embasar as investigações. Ele assegura que todos os envolvidos serão ouvidos nos próximos dias, reiterando o compromisso da Dema em combater essas práticas ilegais e preservar o patrimônio ambiental do estado.
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