Da Redação
Semana7
Durante participação no podcast Semana7, na última quinta-feira (09), o médico neurologista de Barra do Garças Paulo Abner comentou sobre os riscos do consumo recreativo de maconha. O profissional é conhecido nas redes sociais por falar sobre como os hábitos do dia a dia afetam o cérebro e a rotina das pessoas. Veja vídeo no final da matéria.
No bate-papo, o médico explicou que a maconha utilizada para fins medicinais é bem diferente do ‘baseado’. Por conter substâncias que atuam no Sistema Nervoso Central, ela tem potencial para o bem e para o mal.
“O canabidiol, que é essa molécula extraída da folha da maconha, tem potencial para tratamento. Mas, a maconha fumada vai ter altos níveis de THC [Tetrahidrocanabinol] e o CBD [Canabidiol]. O CBD tem propriedades benéficas, o THC em excesso começa a ser lesivo para o sistema nervoso central”, esclareceu. “A maconha é utilizada com muito respaldo científico para propriedades medicinais quando feita da maneira correta. Para a fibromialgia, epilepsia, algumas demências”, continuou.
Ainda de acordo com o neurologista, o uso da droga de forma inadequada pode trazer muitos malefícios. “Fumar maconha, baseado, achando que vai estar protegendo o cérebro, na verdade, está degenerando. Inclusive aumenta o risco de esquizofrenia se você fumar antes dos 18 anos. Existe a psicose canábica, que é dessas maconhas que desencadeiam um processo irreversível. Então, se você tem uma predisposição e começou a fumar maconha antes achando que é uma droga tranquila, está muito enganado”, alertou.
A entrevista completa do médico pode ser conferida neste LINK.



















