Fim da desoneração deixará ‘rastro de desemprego’ e inflação maior, dizem economistas



Por Rota Araguaia em 30/04/2024 às 10:56 hs

Fim da desoneração deixará ‘rastro de desemprego’ e inflação maior, dizem economistas
Reprodução

Redação

 

O anúncio do governo federal sobre o fim da desoneração da folha de pagamentos para a maioria dos setores econômicos tem gerado preocupações entre economistas, que alertam para possíveis consequências negativas, como aumento do desemprego e inflação.

A medida, que faz parte da proposta de reforma tributária em elaboração pelo Ministério da Economia, prevê o término gradual dos incentivos fiscais que reduzem os encargos sobre a folha de pagamento das empresas, impactando diretamente diversos setores produtivos.

Especialistas afirmam que o fim da desoneração da folha de pagamento pode gerar um "rastro de desemprego", principalmente em setores intensivos em mão de obra, como o de serviços e o industrial. Isso ocorre porque, sem o incentivo fiscal, as empresas enfrentarão aumento nos custos com a folha de pagamento, o que poderá levar à redução do número de empregados para compensar essa elevação.

Além disso, a medida tende a pressionar a inflação, uma vez que o repasse dos custos adicionais para os preços dos produtos e serviços é uma possibilidade real. Com empresas buscando manter suas margens de lucro, é provável que os consumidores sintam o impacto dessa mudança nos valores dos produtos que consomem cotidianamente.

Outro ponto de preocupação levantado pelos economistas é o impacto negativo no setor de pequenas e médias empresas (PMEs), que podem enfrentar maior dificuldade para se manter competitivas no mercado diante do aumento dos encargos trabalhistas.

A opinião de especialistas ressalta que, embora a terceirização e a reforma trabalhista tenham facilitado o trabalho de prestadores de serviço nas empresas, a prática de demitir colaboradores e recontratá-los visando à redução de impostos é condenável. Em um processo trabalhista, essa prática pode ser desconsiderada, fazendo com que a empresa precise pagar todos os encargos do período em que o colaborador deixou de ser considerado como um funcionário.

Isso significa que a empresa pode acabar pagando mais caro com esse processo do que se tivesse mantido seus colaboradores devidamente registrados, pagando os respectivos tributos na data correta.

Por fim, apesar do fim da desoneração da folha de pagamento, ainda temos alguns meses de benefícios. Sendo assim, essa é uma ótima oportunidade para que as empresas se preparem para o encerramento desse processo, bem como para potencializar a sua lucratividade ao longo desse período.



Deixe seu Comentário


 topo

Seja visto por centenas de pessoas diariamente

Cadastre-se agora mesmo em nosso guia comercial, conheça agora mesmo nossos planos !