Redação
Imagine parar para abastecer o carro e deparar-se com um tuiuiú ferido no caminho. Esse foi o cenário enfrentado pela professora de educação física, Rosivania de Queiroz Ribeiro, em Porto Alegre do Norte, a 1.143 km de Cuiabá, nesta quinta-feira (25).
A ave majestosa, símbolo do Pantanal Mato-grossense, estava andando pela estrada de chão, visivelmente debilitada após ter sido alvejada por um tiro de arma de fogo. Rosivania, ao se deparar com a situação, não hesitou em tomar medidas para salvar a vida do tuiuiú.
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema-MT) foi acionada, e o Corpo de Bombeiros realizou a captura da ave com o auxílio de ferramentas e uma caixa de transporte. O tuiuiú foi encaminhado para uma clínica veterinária em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, onde recebe tratamento adequado para os ferimentos.
Rosivania, que também é bióloga, notou inicialmente que o tuiuiú parecia bem, mas ao se aproximar, percebeu o quão vulnerável ele estava, apresentando sinais de desidratação e fraqueza. A professora, sensibilizada com a situação, ressaltou a importância de agir diante do sofrimento dos animais.
"Sou bióloga, então cheguei na escola e comentei com os professores sobre a situação. Foram cerca de duas horas até fazermos o resgate, então fiquei preocupada em chegar no local e não encontrá-lo mais", compartilhou Rosivania.
Esta não é a primeira vez que a professora se depara com o tuiuiú na região, mas é a primeira vez que o encontra em um estado de vulnerabilidade tão evidente. O tuiuiú, que costumava voar longas distâncias na região, agora enfrenta a batalha pela recuperação.
Rosivania expressou sua tristeza ao testemunhar um animal sofrendo devido a ações humanas e enfatizou a necessidade de maior vigilância em casos semelhantes. "Acho que os animais merecem todo o respeito, então me senti muito triste e na obrigação de fazer alguma coisa. Quando ele foi resgatado, fiquei muito agradecida por ter proporcionado uma nova chance a ele", concluiu.
A Sema informou que o tuiuiú foi encaminhado à unidade com sinais de curativos antigos, indicando que a ferida pode ter ocorrido há pelo menos uma semana. A ave está sendo medicada com analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos e fluidoterapia para corrigir a desidratação. Até o momento, não há informações sobre a data de sua soltura, mas a equipe veterinária está dedicada à sua recuperação.
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