Redação Rota Araguaia
Fonte: g1
Foi feito um estudo levando em consideração o crescimento populacional de cada município em Mato Grosso. Entre as 141 cidades do estado, 91 registraram um aumento no número de habitantes. No entanto, apenas 20 delas apresentaram um crescimento significativo o suficiente para solicitar o aumento do número de vereadores, conforme estipulado pelas faixas de representação máxima permitidas pela Constituição.
Aqui estão os municípios que têm a possibilidade de aumentar o número de vereadores:
Esses municípios estão avaliando a ampliação de suas representações legislativas devido ao crescimento de suas populações, conforme estipulado pela Constituição.
Dos 20 municípios citados acima, quatro já aprovaram o aumento: Alta Floresta, Cuiabá, Nova Mutum e Querência. Porém, em Nova Mutum, a Câmara informou que o projeto já havia sido considero antes do Censo do IBGE e que, por isso, serão 13 vereadores para as eleições do ano que vem.
Campo Novo do Parecis e Lucas do Rio Verde também apresentaram a proposta, mas foi reprovada. A maioria dos vereadores votaram para manter o número atual. Com isso, as duas cidades seguem com nove vagas para as eleições 2024.
Outros oito municípios informaram que estão em fase de discussão e avaliam se será apresentado algum projeto em relação ao acréscimo de parlamentares. São eles: Cáceres, Diamantino, Matupá, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Sinop, Sorriso e Tangará da Serra.
Já Brasnorte, Confresa, Juara e Pontes e Lacerda nem a chegaram a discutir sobre a possibilidade.
O g1 não conseguiu contato com as Câmaras Municipais de Mirassol D'Oeste e Sapezal.
A aprovação do acréscimo de vereadores só é possível, conforme o aumento populacional de cada município. Com o Censo realizado no ano passado, o número de habitantes de cada cidade foi atualizado.
A lei federal diz que municípios de até 15 mil habitantes podem ter nove parlamentares nas Câmaras Municipais. Acima de 15 mil até 30 mil habitantes, o número pode subir para 11 parlamentares.
Existe um prazo para que as cidades possam aprovar esse projeto?
Segundo o advogado, professor e mestre em Direito Constitucional Rodrigo Cyrineu, quando se fala de alterações eleitorais é um ano antes das eleições, porém, a aprovação também pode ser feita na legislatura anterior.
"O aumento do número de vagas não entra nessa condicionante constitucional, porque o reflexo na votação é indireto. Então, fala-se em ano anterior, mas quando se fala de questões parlamentares municipais, o aumento também pode ser no ano anterior ao da eleição, ou seja, até 31 de dezembro de 2023", disse.
Se o acréscimo do número de vereadores é benéfico ao município, o professor explica que depende da particularidade de cada cidade.
"Se a receita está positiva para bancar esse gasto, eu acho válido porque o papel dos vereadores de fiscalizar o Executivo seria mais bem desempenhado com mais vereadores", contou.
Em Cuiabá, por exemplo, o salário de um vereador é de R$ 18.991,18, além de R$ 19 mil em verba indenizatória e remuneratória. Os parlamentares também recebem auxílio saúde de R$ 2.278,94 e uma gratificação de desempenho de atividade em comissão permanente, que passa de R$ 6.646,91. Somados, sem contar os descontos de Imposto de Renda e INSS, os pagamentos passam de R$ 47.145,60.
Além do salário dos vereadores, há a folha salarial de cada gabinete e os custos da estrutura do local.
Cadastre-se agora mesmo em nosso guia comercial, conheça agora mesmo nossos planos !