Reprodução-PJC
A 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Civil de Barra do Garças realizou, nesta quinta-feira (30), a reconstituição dos fatos que levaram a morte de um paciente no Hospital Municipal e Pronto Socorro Milton Pessoa Morbeck, ocorrida em março deste ano.
A diligência foi realizada com apoio de uma equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (POLITEC) e da administração do Hospital Público onde os fatos aconteceram. A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Barra do Garças (OAB-BG) e a Procuradoria Pública de Barra do Garças acompanham a reconstituição.
A atividade da polícia foi acompanhada, também, pelos advogados de defesa da médica investigada pela morte a esclarecer.
De acordo com fatos registrados no Boletim de Ocorrência, documentos encaminhados pelo Ministério Público Federal (MPF) e várias diligências policiais realizadas para esclarecimento do caso, o paciente veio a óbito em razão de um barotrauma [lesão tecidual causada por uma alteração relacionada com a pressão do volume de ar de um compartimento no corpo] por conta da ligação direta de um tubo de oxigênio sem o uso do ambu (padrão médico recomendado) na vítima, o que levou a morte rapidamente.
Os fatos foram confirmados na análise do corpo pelo médico que atestou o óbito, tendo sido relatado que a pressão interna veio a ser constatada visualmente em razão de vestígios de sangue nos ouvidos, globo ocular e narinas.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, "não foram realizadas diligências ou perícias na data dos fatos, tendo em vista que a Polícia Judiciária Civil não foi acionada pelos responsáveis, em razão da morte com indícios de crime a ser devidamente apurados com seguros indícios de autoria e materialidade delitiva".
Reprodução-PJC
O caso
O paciente morreu após passar por uma cirurgia neurológica. No entanto, o procedimento cirúrgico transcorreu de forma satisfatória, tanto que o paciente saiu do centro cirúrgico com seus sinais vitais perceptíveis pelos diversos profissionais de saúde que acompanharam a cirurgia realizada na data de 15/03/2022.
O paciente, após sair do centro cirúrgico foi encaminhado para UTI do Hospital Público de Barra do Garças, onde ocorreu o procedimento para total reabilitação.
Com a investigação em andamento, a defesa de uma das profissionais de saúde envolvidas no caso, solicitou a autoridade policial a reprodução simulada dos fatos (reconstituição), a qual veio ao encontro de medida que já seria realizada. "Assim, ao nosso juízo, procuraram os advogados através de advocacia defensiva no início da persecução penal buscar provas técnicas para defender a profissional médica suspeita, que esteve presente na reprodução colaborando com a equipe da 1ª Delegacia que trabalha no caso".
Ainda conforme a PJC, o caso será devidamente esclarecido pela equipe da 1ª Delegacia com provas técnicas, diligências policiais e colaboração irrestrita da direção da unidade de saúde e da Procuradoria do Município junto com a Polícia Civil de Barra do Garças. (Com informações da Assessoria da PJC).
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